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Dívida e Democracia - 1ª Sessão

"QUANDO A DÍVIDA AUMENTA A DEMOCRACIA ENCOLHE"




Vítor Lima - Economista, em:
- Uma Europa das desigualdades.




- O futuro da geração mais instruida.




- Porque não é pagável a dívida portuguesa.




- Um novo sistema politico e económico precisa-se.



António Pedro Dores - Sociólogo



Rui Viana, no debate final.




Crédito dos vídeos YouTube a Paulo Pereira.

Relembrando o 25 de Novembro de 1975

A Abril com a responsabilidade do nome que carrega e obedecendo aos seus objectivos tentou organizar debates que reflectissem a realidade actual, no sentido do questionamento e da análise, tendo em vista a consciencialização e o esclarecimento bem como a promoção da cidadania activa e da democracia participativa. Terminou este ciclo de debates denominado "Radiografias do nosso Tempo", este trimestre com o subtema "O E(e)stado a que chegámos", com uma conferência /debate sobre "O papel do 25 de Novembro de 1975, na história da democracia em Portugal", que teve lugar no dia 25 de Novembro, na SPA. 
O 25 de Novembro continua a ser uma data fraturante entre os portugueses. Para muitos portugueses o 25 de Novembro foi o fechar dos caminhos que Abril abriu. Para outros, pelo contrário, foi o afirmar desses caminhos dentro de um processo democrático. É acerca dessas duas posições que se dividem os portugueses, tanto os que foram protagonistas activos no 25 de Abril e no 25 de Novembro -os militares-, como a classe política, os historiadores e os cidadãos em geral. 
De lembrar que o 25 de Novembro surge em plena guerra fria, num momento em que a União Soviética não estava interessada em apadrinhar uma nova Cuba. Por outro lado, os EUA e o chamado mundo livre estavam decididos a que tal não acontecesse. Para além disso, em Portugal, também não havia um projecto claro e consistente que conduzisse a uma 3ª via, com carácter revolucionário. É neste contexto que o 25 de Novembro ocorre, num Portugal com uma esquerda desorganizada e dividida e com uma direita já muito consciente do seu papel. Na SPA sucederam as intervenções da mesa, de Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço e António Reis a que se seguiram vários depoimentos e interpretações entre a assistência, que puderam revelar certos factos que iam completando os dos conferencistas e do historiador presentes. Fez-se uma revisão de um acontecimento que ainda mantém muitas feridas abertas e algumas nebulosas. Foram revelados factos inéditos. 
A SPA foi pequena para acolher tantos interessados num debate que nos pareceu histórico, quer por algumas revelações, quer porque tais acontecimentos continuam a ter repercussões nos dias de crise que hoje se vivem. Fez-se história neste dia e assim possamos colher ensinamentos dessa história. Para a Associação Abril foi uma honra ter levado a cabo este debate e ficou-nos a convicção de que será necessário continuar a promover outros encontros, com novos protagonistas que estiveram noutras barricadas

O papel do Estado no estado a que chegámos.


O Auditório da SPA encheu-se para ouvir Raquel Varela, professora, investigadora social, que expôs de forma brilhante a sua visão do papel do Estado no estado a que chegámos, tanto a nível político como social. A organização destes debates tem como objectivo contribuir não só para o aprofundar de conhecimentos e informação de temas que nos preocupam, mas também ajudar a despertar a indignação, num país onde a reflexão aberta e participada é muito escassa e o debate político se esgota nos partidos. Neste momento colocam-se vários problemas à chamada "geração grisalha" que de novo sente necessidade de luta, indo buscar forças aos velhos tempos e à sua consciência cívica. No entanto, espera que as novas gerações assumam a liderança e saiam do seu casulo superprotegido e venham defender, com eles, os valores da democracia participativa e da justiça social. Os jovens têm que sair da sua zona de conforto e reivindicar a mudança deste modelo social e deste futuro, com que se deparam. De outro modo será uma geração sem futuro.Mas felizmente temos bons exemplos e um deles é o de Raquel Varela que desde muito jovem se colocou do lado certo da vida e pôs a sua combatividade e inteligência ao serviço dos mais desfavorecidos, dos trabalhadores, por uma sociedade mais justa e solidária. Foi com muito orgulho e satisfação que a ouvimos na SPA.
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Da Corrupção À Crise. Que Fazer? II



A sessão com Paulo de Morais na SPA estava com sala repleta e foi muitíssimo participada. Tivemos dificuldade em terminar dentro do horário previsto pois eram muitas as questões e muita a informação que Paulo de Morais tinha para partilhar com quem o queria ouvir. Foi para nós uma honra e um orgulho ter connosco este homem desassombrado que exerce uma cidadania activa de denúncia da corrupção... com todos os nomes! É a sua forma de lutar por um país mais civilizado, justo e solidário. São pessoas como esta que nos dão muita esperança, não apenas uma esperança simbólica mas aquela que contém em si componentes como a coragem, a confiança, o comprometimento, a determinação e, acima de tudo, a indignação e recusa do medo, valores que nos impelem à acção e à mudança do estado a que chegámos.
Aconselhamos vivamente a leitura do seu livro.