Concretização de Actividades

O plano de actividades da Abril contempla a organização de iniciativas que reflictam a realidade actual e promovam uma melhor compreensão dos desafios, rupturas e perspectivas que se nos apresentam, tanto a nível local como global. Assim, teremos em breve duas conferências em que serão abordadas questões da maior actualidade a debater com especialistas nas temáticas seleccionadas. A primeira palestra, no dia 29 de Março, às 19.00h, versará sobre o impacto social da crise em Portugal e será proferida pelo Prof. Doutor João Duque, sob o título "A Crise em Portugal: Economia, Valores e Sociedade". No dia 11 de Abril, às 19.00h, debater-se-á sobre a reorganização administrativa do país e a governação das cidades, bem como sobre o papel dos cidadãos nesse domínio. O Prof. Doutor João Ferrão fará uma comunicação sobre: "A reorganização administrativa do país: uma resposta a que pergunta?" Por sua vez, o Prof. Doutor João Seixas desenvolverá o tema: "Lisboa: aproximar a governação à cidade e à cidadania" LOCAL: sede da Associação Abril. Rua Castilho, 61-2.º Dto 1250-068 Lisboa Contamos convosco e agradecemos a melhor divulgação entre os vossos contactos.

Concurso de Fotografia - Nova Data

Por deliberação da direcção da Associação Abril, em reunião no dia 18 de Março de 2011, e indo ao encontro de pedidos vários, prolonga-se o prazo de envio de fotografias até ao dia 28 de MARÇO.

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

REGULAMENTO

I – OBJECTO E SUAS FINALIDADES
1. No âmbito do Festival dos Cravos de Abril – 2011, A Associação Abril lança o Concurso de Fotografia “Uma imagem contra…”, que tem por finalidades: fomentar um olhar crítico sobre a realidade através da fotografia; incentivar à reflexão sobre os valores que a revolução do 25 de Abril de 1974 proporcionou; promover o respeito pelos direitos humanos e contribuir para o desenvolvimento da democracia participativa e comunitária.
II – TEMA
2. No contexto do exercício de uma cidadania activa, as fotografias devem enquadrar-se na temática geral dos Direitos Humanos, abordando temas como a indiferença, a violência, a injustiça, a pobreza, a intolerância, entre outros.
III – PARTICIPAÇÃO
3. Podem concorrer jovens e adultos, sendo os trabalhos avaliados segundo dois escalões: - 1.º escalão: dos 15 aos 25 anos; - 2.º escalão: a partir dos 26 anos (sem limite de idade). 4. É vedada a participação dos membros dos corpos sociais da Associação Abril.
IV – ESPECIFICAÇÕES
5. As fotografias devem apresentar as seguintes especificações:
i) Tamanho: padrão 20x25 cm ou 20x30 cm, com ou sem margem ii) Resolução mínima de 3,2 mega pixéis no caso de captura digital
6. As fotografias deverão ser inéditas, na apresentação a concurso. 7. As fotografias podem ser a cores ou a preto e branco. 8. Podem apresentar-se a concurso fotografias que resultem de montagem de outras fotografias da autoria dos participantes. 9. Cada fotografia deverá ter um título.
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V – CONDIÇÕES DE CANDIDATURA . 10. Cada participante poderá apresentar a concurso até três fotografias. 11. Cada fotografia deve ser apresentada em versão impressa (papel fotográfico) e em versão digital (no formato JPEG, em CD-ROM), juntamente com uma Ficha de Inscrição preenchida com letra de imprensa (maiúsculas) ou no computador. 12. Cada fotografia apresentada a concurso deverá ser acompanhada de um envelope, fechado e rotulado Concurso de Fotografia – “Uma Imagem contra…”, onde deverá incluir-se a Ficha de Inscrição (uma por fotografia), onde constem, conforme modelo de ficha publicada em anexo, os dados seguintes: Nome e idade do(a) participante; Morada; Contactos (telefónico e e-mail); Título da fotografia. Junto com as fotografias, deverá incluir-se no pacote de envio um CD-ROM com a versão digital da(s) fotografia(s) apresentada(s) a concurso, tendo em vista a divulgação das mesmas através da Internet. 13. De forma a garantir o anonimato no processo de selecção, no verso das fotografias deverá registar-se apenas o título e o escalão etário (ou a idade) do participante. 14. As fotografias deverão ser enviadas até ao dia 21 de Março de 2011 (fazendo fé a data de carimbo dos CTT), para a morada da Associação Abril, conforme consta na Ficha de Inscrição, sendo excluídas aquelas que forem remetidas fora de prazo.
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VI – DIVULGAÇÃO
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15. O Concurso e o respectivo Regulamento serão divulgados na Internet, através da página do Facebook e do Blogue da Associação Abril. A Ficha de Inscrição será disponibilizada através dos mesmos meios, podendo, também, ser enviada por correio electrónico mediante solicitação.
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VII – AVALIAÇÃO
16. A avaliação das fotografias será feita por um júri competente, nomeado pela Direcção da Associação Abril. 17. O júri procederá à avaliação tendo em conta os seguintes critérios:
- Adequação à temática - Relevância da mensagem - Criatividade - Estética - Qualidade técnica
VIII – PRÉMIOS
18. Serão premiadas as três melhores fotografias em cada escalão. 19. Os prémios a atribuir são de carácter simbólico; todos os concorrentes receberão certificados de participação. 20. De entre as fotografias premiadas o júri poderá seleccionar uma ou mais para edição em cartaz pela entidade promotora do Concurso. 21. A entrega de prémios terá lugar numa sessão a agendar no âmbito do Festival do Cravos de Abril.
IX – RESULTADOS
22. Os resultados serão divulgados através da Internet, no Facebook e no Blogue da Associação Abril, até ao dia 15 de Abril, com a publicação de todas as fotos em álbum específico. 23. Aos vencedores do concurso serão comunicados os resultados através de contacto telefónico ou por correio electrónico. 24. Para além da publicação das fotografias na Internet, a entidade promotora do Concurso poderá organizar uma exposição pública, em data e local a definir, reservando-se o direito de seleccionar as fotografias a incluir na mostra.
X – DISPOSIÇÕES FINAIS 25. A participação no Concurso implica a aceitação dos termos do presente Regulamento e a cedência, a título gratuito, dos direitos de autor à Associação Abril. 26. A Associação Abril reserva-se o direito de divulgar, editar, utilizar e reproduzir livremente as fotografias, sendo assegurada a divulgação da respectiva autoria. 27. Todos os casos omissos ou que suscitem dúvidas neste Regulamento serão decididos por deliberação do júri. 28. Das decisões do júri não haverá lugar a recurso. 29. Serão excluídas as candidaturas que não respeitem os pré-requisitos estabelecidos no presente Concurso. Nota: Para inscrever as fotos aceda ao link: Ficha de Inscrição no Concurso, e em seguida à esquerda, em File, printe ou faça o download para envio a acompanhar o envelope da foto.
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VISITA TEMÁTICA: A inclusão em equipamentos culturais BATALHA e arredores

dia 26 de Fevereiro, 2011
Esta visita tem como finalidades (re)visitar marcos significativos do nosso património construído e descobrir alguns dos caminhos já abertos para a inclusão na área da comunicação cultural bem como conhecer a evolução da museologia e do urbanismo em matéria de inclusão.
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PROGRAMA
9.00h – Saída de autocarro de Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa)
10.30h – Visita à aldeia Pia do Urso: um projecto inclusivo de recuperação urbanística rural
11.30h – Visita guiada ao mosteiro da Batalha, obra ímpar da arquitectura portuguesa
13.00h – Almoço de convívio no restaurante D. Duarte
14.30h – Visita guiada ao Museu da Comunidade Concelhia da Batalha: um exemplo de museu inserido no conceito da museologia social e da inclusão
16.15h – Visita ao Centro de Interpretação da batalha de Aljubarrota, em Porto de Mós 19.00h – Início da viagem de regresso a Lisboa Preço: 1ª opção: inclui viagem, almoço e entrada no MCCB: 27,00€ 2ª opção: tudo incluído(viagem, almoço e entrada em museus/monumentos): 37,00€ Contamos com a vossa participação e divulgação entre os amigos e conhecidos.
Agradecemos a vossa resposta até ao dia 20 de Fevereiro para o seguinte endereço electrónico: associabril@gmail.com;
Com as melhores saudações associativas e a amizade de,
Guadalupe Magalhães Portelinha
(Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril)

Próximas Actividades

Amigas e amigos: Vai sendo tempo de dar conta da programação em marcha para os tempos mais próximos: Sob o lema "A Cultura do Desassossego", são várias as iniciativas que a Associação organiza ao longo do ano, tendo em vista a reflexão e o olhar crítico sobre a realidade e a promoção de uma intervenção construtiva na vida social. Palestras, tertúlias, visionamento de filmes ou documentários seguidos de debate, visitas culturais, organização de exposições... são alguns dos exemplos. Desde já, aqui fica a programação para os tempos mais próximos: I. 26 de Fevereiro: visita cultural à zona da Batalha (partida de Lisboa às 9.00, regresso às 20.00H, viagem de autocarro): - aldeia Pia do Urso, um projecto inclusivo de recuperação urbanística rural - o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, exemplo da evolução da museologia e do urbanismo no campo da inclusão - Mosteiro da Batalha e Centro de Interpretação de Aljubarrota. II. 28 de Março: às 19.00h, conferência/debate sobre a crise (económica, financeira, cultural, política...), com a participação de especialista a anunciar. III. de 25 a 30 de Abril: Festival dos Cravos de Abril, que incluirá um conjunto de iniciativas diversas tais como: conferências, visionamento de filmes, exposições, actividades com crianças e o habitual Arraial, no Largo do Carmo (programa completo a disponibilizar oportunamente). Nota: em caso de interesse em participar na actividade I., queira por favor manifestá-lo por email para: associabril@gmail.com.

Contra o Cerco de Gaza

A Associação Abril convida todos os associados e amigos a participarem na concentração de solidariedade para com o povo Palestiniano. O Comité de Solidariedade com a Palestina junta-se à iniciativa de um grupo de cidadãos de assinalar os dois anos do mortífero ataque a Gaza, manifestando a sua solidariedade com o povo da Palestina e o seu repúdio pelo apoio do governo português à ocupação e ao apartheid israelita
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Dia 27 de Dezembro, 18h30 Concentração no Largo de S. Domingos (junto ao Rossio), em Lisboa

Um rosto de Natal

Caiu sobre o país uma cortina de silêncio a voz distingue o homem mas há homens que não querem que os demais se elevem sobre os animais e o que aos outros falta têm eles a mais no dia de natal eu caminhava e vi que em certo rosto havia a paz que não havia era na multidão o rosto da justiça um rosto que chegava até junto de mim de nicarágua um rosto que me vinha de qualquer das indochinas num mundo onde o homem é um lobo para o homem e o brilho dos olhos o embacia a água Caminhava no dia de natal e entre muitos ombros eu pensava em quanto homem morreu por um deus que nasceu A minha oração fora a leitura do jornal e por ele soubera que o deus que cria consentia em seu dia o terramoto de manágua e que sobre os escombros inda havia as ornamentações da quadra de natal Olhava aquele rosto e nesse rosto via a gente do dinheiro que fugia em aviões fretados e os pés gretados de homens humilhados de pé sobre os seus pés se ainda tinham pés ao longo de desertos descampados Morrera nesse rosto toda uma cidade talvez pra que às mulheres de ministros e banqueiros se permita exercitar melhor a caridade A aparente paz que nesse rosto havia como que prometia a paz da indochina a paz na alma Eu caminhava e como que dizia àquele homem de guerra oculta pela calma: se cais pela justiça alguém pela justiça há-se erguer-se no sítio exacto onde caíste e há-de levar mais longe o incontido lume visível nesse teu olhar molhado e triste Não temas nem sequer o não poder falar porque fala por ti o teu olhar Olhei mais uma vez aquele rosto era natal é certo que o silêncio entristecia mas não fazia mal pensei pois me bastara olhar tal rosto para ver que alguém nascia Ruy Belo - Todos os Poemas II. Lisboa: Assírio Alvim, 2004, pág. 1776 e 177 .

Na Nova Sede.

Foi bonito. Confraternizou-se, fez-se alegria e reflectiu-se. Muito obrigada, amigas e amigos, por terem estado connosco nesse dia de festa. Obrigada a todas as representações das várias Associações presentes.
Transcrevo um pequeno texto que na altura li, pois devido à gripe que ainda carregava desde a China, tive receio de esquecer algo que gostaria de mencionar...
"Na viagem longa, difícil e febril até Lisboa tive bastante tempo para pensar, pensar neste nosso planeta, nesta nossa terra tão cheia de contradições, em problemáticas que levam a tantos recuos e também a tantos avanços! Até me convenci que mesmo quando se recua, se avança sempre em algum sentido... (talvez fosse da febre!) e a Abril não me saía da cabeça. Pensei que esta viagem da Abril, de quase 25 anos desde a Rua de S. Pedro da Alcântara para aqui, para a Rua Castilho, deve ser vista como algo de positivo, embora no início nos parecesse bastante terrível. Depois de uma espécie de pânico, da expressão de emoções que traduziam memórias guardadas em gavetas de saudade e de alguma nostalgia, foram dominantes as memórias guardadas como boas experiências, como conhecimento, como vida. Enfim, fomos à luta!
Tivemos sorte. Logo vários amigos acorreram a oferecer abrigo, um colo acolhedor, uma palavra de conforto. De entre outros e vários a quem agradecemos, devemos salientar e agradecer à BASEFUT, em especial à Manuela Varela que disponibilizou uma sala, à Casa do Brasil de Lisboa e seus Directores que também nos ofereceram uma sala, e, por último, agradecer ao CRC, onde acabámos por ficar, nas pessoas do Dr. Guilherme de Oliveira Martins, da Cristina Clímaco e do Germano Cleto, pela sua contribuição e empenhamento em nos proporcionar este espaço. Também agradecer a Vitória Vaz Pato que estabeleceu um primeiro contacto com o CRC, bem como à Dra. Manuela Silva.
Neste contexto, houve urgência em ganhar coragem para a mudança e para os novos desafios, fugindo da tentação de baixar os braços, porque é sempre mais fácil sucumbir ao desânimo e à inacção. Sabemos como é difícil lutar pela felicidade, como dá trabalho regressar a um novo quotidiano e pensar como receber os amigos com a dignidade que merecem. Mas juntos vencemos e juntos reunimos a força necessária e o alento que nos deu energia para continuar.
Para além do mais, devíamos isso aos sócios fundadores, que aqui queremos lembrar em jeito de homenagem singela, e também agradecer a presença de todos, na pessoa de José Vaz Pato. Ele com outros e outras sonharam, há 25 anos, com uma Associação que pudesse ser como que um observatório do percurso da democracia que tinha nascido recentemente. Não podíamos defraudar esses companheiros de uma aventura tão expressiva, plena de sonhos criativos, programadores de tantas viagens e descobertas pelos caminhos da democracia participativa, lema maior desta Associação. Por isso, o respeito pela memória que é de todos, minha também, de toda a gente que amou e ama a Abril e também amou e continua a amar Abril, esse momento mágico, com a esperança dos jovens, a persistência dos menos jovens e a paciência e sabedoria dos velhos. Um pedaço das suas vidas será sempre da Abril e assim estarão connosco em todas as actividades, com o reconhecimento e a amizade que merecem por nos terem ensinado a humildade e a fé em nós mesmos. O sonho era e continua a ser grande e a coragem e a determinação também, inspirados no pensamento político de MLP, nessa ideia maior mas não utópica, de mudança e transformação. De mudar o mundo e de respeitar o meio ambiente, de mudar o paradigma de desenvolvimento, baseados na democracia participativa, em que cada um é dono do seu destino e lhe compete mudar de vida, mudando a vida, através do exercício de uma cidadania activa e de compromisso.
Não queria deixar de referir que vivemos tempos em que concluímos, um pouco amargamente, que falta qualidade à democracia. A democracia é jovem, imperfeita, incompleta, porque ainda não dá espaço à autonomia e dignidade das pessoas, à justiça social, ao respeito pela alteridade do outro. Há ainda e sempre a necessidade de garantir a soberania do direito sobre o poder, ainda impera a corrupção quase legalizada, a irresponsabilidade dos dirigentes, a perversão dos valores e a falta de participação individual activa e de compromisso perante esta realidade.
Por isso gostaria de evocar as palavras de Guilherme de Oliveira Martins, nosso anfitrião, que são o corolário deste tema ao dizer:"daí que a prevenção da democracia deva basear-se numa cidadania activa. E o Direito é o mediador entre as liberdades e a organização, pondo no centro os acontecimentos, o compromisso das pessoas e a dignidade humana".
Dentro do nosso plano da actividades para este mandato propusemo-nos trabalhar questões relacionadas com "a cultura do desassossego". Temos desenvolvido actividades que questionam a realidade e confrontámos a apatia e a inércia. Neste espaço novo vamos prosseguir. Começámos aqui hoje. Porque consideramos que a cultura deve ser globalizada e que o acesso à cultura é um direito fundamental do ser humano. Por isso, propomos este contributo de confraternização e de convívio, porque sentimos que viver em conjunto faz do passado e do futuro, um presente sempre reinventado, como o de hoje, quando temos aqui tantas pessoas que quiseram partilhar connosco bons momentos em que a arte e a solidariedade imperam, com a presença destes amigos especiais que vão abrilhantar a nossa festa. O nosso agradecimento carinhoso a, Luanda Cozetti, Celina da Piedade, José Fanha e Norton Daiello . "

Inauguração da nova sede

Convite
A Comissão Coordenadora da Associação Abril tem a honra de convidar todas as amigas e todos os amigos para a inauguração da sua nova sede na Rua Castilho, nº 61 - 2º dto, que terá lugar no dia 29 de Novembro, às 19.00h. O convívio será abrilhantado com um momento de poesia com José Fanha e apontamentos musicais com os "Couple Coffee" e Luisa Amaro*. Será servido um Porto de honra. Contamos convosco! As melhores saudações associativas. Maria Guadalupe Magalhães Portelinha (Pressidente da CCA)
*A confirmar. Nota : Rão Kyao está no estrangeiro e não chegaria a tempo. Contaremos com ele noutra ocasião.

Um outro mundo é possível?

CONVITE
Amigos e amigas.
Com nova data, dia 15 de Julho, às 19.00h, esperamos encontrar-vos na sede da Associação Abril, para um debate com a economista Manuela Silva sobre a crise económico-financeira. Haverá espaço para a interpelação e o questionamento sobre questões relacionados com este tema e sobre o papel dos cidadãos e o poder da opinião pública no contexto da crise mundial que atravessamos.Vamos trocar ideias, reflectir e partilhar expectativas. Um abraço amigo.
Guadalupe Magalhães

Um cravo vermelho por José Saramago

A Associação Abril manifesta profundo pesar e enorme consternação pelo falecimento de José Saramago. O mundo ficou mais pobre e Portugal também mais triste pois perdeu uma voz defensora da liberdade e dos direitos humanos, uma voz onde as convicções, a arte e o talento se associaram na denúncia das injustiças, de forma muitas vezes emotiva, outras cáustica, mas sempre profundamente sincera e construtiva.
À família, a expressão das nossas sinceras condolências e a nossa solidariedade neste momento doloroso. Com emoção oferecemos a José Saramago o cravo vermelho da nossa esperança.

Um outro mundo é possível?

CONVITE
Amigas e amigos: No plano de actividades da Abril salientámos o propósito de desenvolver o lema "a cultura do desassossego", abordando questões da actualidade e da cidadania, o que temos realizado durante este ano. Desta vez queremos abordar o tema "Um outro mundo é possível?", enorme desafio no contexto actual da presente crise económico-financeira que abala o mundo ocidental e em particular Portugal. Assim, em colaboração com a Sangha Rimay Lusófona convidámos a professora Manuela Silva, grande especialista nesta matéria, para um debate sobre o momento que se vive em Portugal e no mundo e sobre o papel dos cidadãos numa possível e necessária mudança de modelo político, económico e social. O encontro realiza-se no dia 29 de Junho, terça feira, às 19.00h na sede da Associação Abril, Rua de São Pedro de Alcântara, n.º 63, 1ºDt (junto da Igreja da Misericórdia e em frente ao jardim de São Pedro de Alcântara - metro Chiado, elevador da Glória, bus 58). Esperamos que vos agrade a nossa proposta e que tragam outros amigos. Um abraço de amizade.
Guadalupe Magalhães Portelinha Maria Vitória Vaz Pato

Convite

"O QUE FAZ FALTA"
No nosso plano de actividades salientámos o propósito de desenvolver o lema "a cultura do desassossego", abordando questões da actualidade e da cidadania.
Desta vez, vimos convidar-vos para mais uma conversa de fim de tarde e para uma peça de teatro musical sobre um tema que a todos nos toca, não só numa perspectiva individual mas também enquanto cidadãos atentos, inseridos numa comunidade. Cada um de nós sente e sabe o que lhe faz falta e também o que falta na sociedade em que vivemos.
Buscando inspiração no tema do Musical, em cena no Villaret, "O que faz falta", vamos entrelaçar várias expressões, todas elas para desassossegar: a palavra, a música, o teatro e o convívio. Vamos ligar Lope de Vega a problemáticas actuais, com música de Chico Buarque e a matriz de Zeca Afonso, que titula toda actividade.
. Esperamos que vos agrade a nossa proposta e que tragam outros amigos.
Um abraço de amizade.
Guadalupe Magalhães Portelinha (Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril)
Programa:
"O QUE FAZ FALTA"
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Dia 13 de Maio, 19.00h,Teatro Villaret:
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· 19.00h-20.00h-Debate com José Manuel Pureza e Carlos Fragateiro. · 20.00h-20.10h-Momento musical com canções de Zeca Afonso. · 20.15h-Lanche/jantar/convívio. · 21.30h-Teatro Musical "O que faz falta", a partir da obra de Lope de Vega "Fuenteovejuna" e canções de Chico Buarque.
O preço do bilhete é 10€ (mais de 10 pessoas); bilhete mais jantar fica em 16€
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Solicitamos que se inscrevam o mais rápido possível, no máximo até dia 11, através do tel. da Associação Abril 927393445 ou do email associabril@gmail.com, pois precisamos reservar os bilhetes antecipadamente.
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Arraial comemorativo do 25 de Abril

"Por uma cultura da paz"
Dois dias, 23 e 24, dedicados a comemorar Abril: no primeiro dia, à tarde, as crianças, aprenderam sobre significado e a importância de duas datas da história de Portugal, através do Jogo da Glória gigante, em que responderam a questões sobre o 25 de Abril, e de uma peça de teatro interactiva sobre a República. No final, expressaram numa pintura colectiva, as ideias de liberdade e de paz. À noite, nos dois dias, houve Festa animada, mas também reflexão sobre a temática proposta e sobre os valores fundamentais recuperados pela revolução de Abril, expressa na decoração do recinto, nas mensagens das várias associações e nos espectáculos em palco.
Duas razões nos moveram para organizarmos o Arraial, sob o signo de sim à Paz e não à guerra, tema proposto por uma organização participante -PAGAN- e alargada por nós para o lema mais global "por uma cultura da paz". A primeira razão, porque o mundo está em evidente convulsão social, a vários níveis, e a segunda, porque, termina em 2010 a década a que a Unesco dedicou a este tema, que se iniciou em 2000, com lançamento do ano internacional da cultura da paz.
Achámos, pois, pertinente, a jeito de balanço, reflectir sobre o que aconteceu no mundo, nesta década, em relação à paz e à guerra. Não deixa de ser trágico confrontar as boas intenções com os factos reais e verificar a situação de guerra que se vive hoje no mundo. Guerra em muitos sentidos, onde se inserem não apenas os conflitos armados mas também a violência nas suas variadas formas. Verifica-se, assim, que desde 1991, as guerras não têm parado: guerras na Jugoslávia, Palestina, Somália, Afeganistão-Paquistão, Iraque, Líbano, Gaza... São guerras com ocupação militar prolongada; com um enorme grau de destruição de pessoas e bens; com violências inomináveis sobre as populações; com o uso indiscriminado de armas proibidas e de destruição massiva; com incontáveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade; com violações dos direitos humanos e do direito internacional; com flagrante desrespeito e progressiva marginalização da ONU e da Carta das Nações Unidas. E não ficaremos por aqui. Infelizmente novas ameaças de conflitos se avizinham... talvez Irão, Coreia do Norte, Iémen, Geórgia, Somália ...
Este recurso tão cruel à guerra e à violência significa esquecer tudo o que nós, enquanto seres humanos, aprendemos e conquistamos durante muitos séculos. Significa ignorar avanços como a abolição da escravatura; a abolição da pena de morte na maioria dos países; o derrube de muitas ditaduras; a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com o reconhecimento de que todas as raças, religiões e culturas têm o mesmo valor e enriquecem o património humano; o direito universal à Educação; a justiça que garante às mulheres igualdade de direitos e o exercício pleno de suas capacidades; os direitos dos trabalhadores por melhores condições profissionais; o esforço desenvolvidos pela protecção da natureza, pelos direitos da terra, da "pacha mama".
É pois necessário mudar de paradigma. Transformar os valores de uma cultura de violência e de guerra, nos valores de uma cultura de não-violência e de paz.
A cultura da paz é um processo contínuo de ensino e de aprendizagem, de desenvolvimento pessoal e social e de prática no dia-a-dia familiar, comunitário e nacional. Também não é um processo passivo, e a humanidade deve saber geri-la, esforçar-se por ela e promovê-la.
A cultura da paz insere-se no respeito pelos direitos humanos e "constitui terreno fértil para que se possam assegurar os valores fundamentais da vida democrática". Insere-se na construção solidária de uma nova sociedade: no respeito pela diversidade, pela pluralidade, pela igualdade, pela justiça social, pelo cuidado e protecção de todos os seres vivos, pela responsabilidade individual e colectiva e pela solidariedade universal.
A cultura da paz é um desafio, urgente, à escala planetária e foi também o desafio que nós lançámos neste Arraial comemorativo dos 36 anos do 25 de Abril.
Por isso, desafiámo-nos e desafiámos-vos a conjugar o signo "por uma cultura da paz" com o lema da "cultura do desassossego", numa simbiose que obriga a agir e estimula o quebrar com a apatia, a resignação, a inércia e o comodismo. Convidámos-vos a unir as mãos ou a arregaçar as mangas e a sair do vosso “porto seguro” para partir na direcção do “porto futuro”, alcançando ancoradouros aparentemente inacessíveis.
Não desejamos que este desafio seja encarado como uma utopia ou um sonho. Pelo contrário, deve ser visto como objectivo primordial da humanidade. E também porque acreditamos, com Margareth Mead, que mesmo um pequeno grupo, mas que pense e esteja atento, seja comprometido e sensível com o que o rodeia, pode mudar o mundo, desde que navegue orientado pelas estrelas do querer e da solidariedade.
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