Festival dos Cravos de Abril 2012


Cravos vermelhos


Bocas rubras de chama a palpitar,
Onde fostes buscar a cor, o tom,
Esse perfume doido a esvoaçar,
Esse perfume capitoso e bom?!

Sois volúpias em flor! Ó gargalhadas
Doidas de luz, ó almas feitas risos!
Donde vem essa cor, ó desvairadas,
Lindas flores d´esculturais sorrisos?!

...Bem sei vosso segredo...Um rouxinol
Que vos viu nascer, ó flores do mal
Disse-me agora: "Uma manhã, o sol,

O sol vermelho e quente como estriga
De fogo, o sol do céu de Portugal
Beijou a boca a uma rapariga..."


Florbela Espanca

 


2º CONCURSO DE FOTOGRAFIA


REGULAMENTO

I – OBJECTO E SUAS FINALIDADES

No âmbito do Festival dos Cravos de Abril – 2012, a Associação Abril lança o 2.º Concurso de Fotografia, sob o título “Esta cidade que eu amo”, que tem por finalidades: i) fomentar um olhar observador e espírito crítico sobre o local onde reside ou que visita (cidade, vila, aldeia ou bairro); ii) incentivar à reflexão sobre o significado da apropriação do espaço envolvente pelos seres humanos; iii) promover o respeito, a proteção e a defesa do património; iv) contribuir para o desenvolvimento da democracia participativa e comunitária.

II – TEMA

1. No contexto do exercício de uma cidadania ativa, as fotografias devem enquadrar-se no tema proposto, podendo abordar vários aspetos da paisagem urbana, do ponto de vista do património construído, bem como do património humano.

III – PARTICIPAÇÃO

2. Podem apresentar-se a concurso candidatos maiores de 16 anos.

3. Não é permitida a participação dos membros dos corpos sociais da Associação Abril.

IV – ESPECIFICAÇÕES

4. As fotografias deverão ser em formato JPG ou JPEG, com a dimensão mínima de 10cm x 15cm, que corresponde a 1.772px x 1.181px e 300 DPIs.
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5. As fotografias deverão ser inéditas na apresentação a concurso.

6. As fotografias podem ser a cores ou a preto e branco.

7. Podem apresentar-se a concurso fotografias resultantes da montagem de outras fotografias da autoria do participante.

8. Cada fotografia deverá ter um título.

V – CONDIÇÕES DE CANDIDATURA

9. Cada participante poderá apresentar a concurso até três fotografias.

10. Cada fotografia deve ser apresentada em versão impressa (papel fotográfico) e em versão digital (no formato JPEG, em CD-ROM), juntamente com uma Ficha de Inscrição preenchida com letra de imprensa (maiúsculas) ou no computador.

11. Cada fotografia apresentada a concurso deverá ser acompanhada de um envelope, fechado e rotulado Concurso de Fotografia – “Esta cidade que eu amo”, no qual deverá incluir-se a Ficha de Inscrição (uma por fotografia), onde constem, conforme modelo de ficha em anexo, os dados seguintes: nome e idade do(a) participante; morada; contactos (telefónico e e-mail); título da fotografia. Conforme refere o n.º anterior, com a(s) fotografia(s) deverá incluir-se um CD-ROM com a versão digital da(s) mesma(s), tendo em vista a sua divulgação através da Internet.

12. De forma a facilitar o anonimato no processo de seleção, no verso das fotografias deverá registar-se apenas o título.

13. As fotografias deverão ser enviadas até ao dia 9 de Abril de 2012, impreterivelmente, (fazendo fé a data de carimbo dos CTT), para a morada da Associação Abril, conforme consta na Ficha de Inscrição.

VI – DIVULGAÇÃO

14. O Concurso e o respetivo Regulamento serão divulgados na Internet, através da página do Facebook e do Blogue da Associação Abril. A Ficha de Inscrição será disponibilizada através dos mesmos meios, podendo, também, ser enviada por correio eletrónico mediante solicitação.

VII – AVALIAÇÃO

15. A avaliação das fotografias será feita por um júri competente, nomeado pela Comissão Coordenadora da Associação Abril.

16. O júri procederá à avaliação tendo em conta os seguintes critérios:

 Adequação à temática
 Relevância da mensagem
 Criatividade
 Estética
 Qualidade técnica

VIII – PRÉMIOS

17. Serão premiadas as três melhores fotografias.

18. Os premiados receberão um troféu e ainda:

1.º prémio: estadia para duas pessoas, durante um fim de semana, num lugar de interesse patrimonial e histórico do país;

2.º prémio: voucher p/ frequência de workshop de fotografia orientado pelo fotógrafo José Gema;

3.º prémio: entrada para duas pessoas num espetáculo de teatro, música ou outro, à escolha do premiado de entre as ofertas existentes no momento.

Para cada prémio será estabelecido um montante limite pela Comissão Coordenadora da Associação Abril.

19. Poderão ser atribuídas menções honrosas.

20. Todos os participantes receberão certificados de participação.

21. O júri reserva-se o direito de não atribuição de qualquer um dos prémios.

22. De entre as fotografias premiadas o júri poderá selecionar uma ou mais para edição em cartaz pela entidade promotora do Concurso.

23. A entrega de prémios terá lugar numa sessão a agendar no âmbito do Festival dos Cravos de Abril.

IX – RESULTADOS

24. Os resultados serão divulgados através da Internet, na página do Facebook e no Blogue da Associação Abril, até ao dia 20 de Abril de 2012, com a publicação de todas as fotos em álbum específico.

25. Aos vencedores do concurso serão, ainda, comunicados os resultados através de contacto telefónico ou por correio eletrónico.

26. Para além da publicação das fotografias na Internet, a entidade promotora do concurso poderá organizar uma exposição, em data e local a definir, reservando-se o direito de selecionar as fotografias a incluir na mostra.

X – DISPOSIÇÕES FINAIS

27. A participação no Concurso implica a aceitação dos termos do presente Regulamento e a cedência, a título gratuito, dos direitos de autor à Associação Abril.

28. A Associação Abril reserva-se o direito de divulgar, editar, utilizar e reproduzir livremente as fotografias, sendo assegurada a divulgação da respetiva autoria.

29. Todos os casos omissos ou que suscitem dúvidas neste Regulamento serão decididos por deliberação do júri.

30. Das decisões do júri não haverá lugar a recurso.

31. Serão excluídas as candidaturas que não respeitem os pré-requisitos estabelecidos no presente concurso.

Nota: Para inscrever as fotos aceda ao link: Ficha de Inscrição no Concurso, e em seguida à esquerda, em Ficheiro, imprima para fazer preenchimento manual, ou faça o download para o Word para preenchimento informático, para envio a acompanhar o envelope da foto.

PATROCÍNIOS:



Convocatória

Nos termos da alínea a) do nº 1 do artigo 11º e para os efeitos do nº 1 do artigo 9º do Regulamento Interno, convoco uma sessão ordinária da Assembleia Geral da ABRIL – Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento para o próximo dia 1 de Março às 18h30 na sede à Rua Castilho, 61, 2º Dtº, Lisboa com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1.     Informações.
2.     Apreciação e votação do Relatório de Actividades e Contas da Gerência de 2011.
3.     Eleição dos órgãos da Associação (Mesa da Assembleia Geral, Comissão Coordenadora e  Conselho  Fiscal) para o período 2012-13.
4.      Outros assuntos.


Lisboa, 14 de Fevereiro de 2012
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
João Lavinha
NB: De acordo com o artº 21º do Regulamento Interno

1.        As candidaturas serão apresentadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por listas nominais, separadas para cada um dos órgãos, até ao décimo dia anterior à reunião da Assembleia Geral Eleitoral.
2.        As listas deverão ser subscritas por, pelo menos, 10% dos membros no pleno gozo dos seus direitos associativos.
3.        Nenhum membro pode propor mais do que uma lista nem pode ser candidato por mais de uma lista.
4.        Não é obrigatório apresentar listas para todos os órgãos da Associação.
5.        As listas concorrentes, depois de ordenadas pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, serão impressas em boletins de voto de igual dimensão e formato.
6.        As listas serão afixadas na sede da Associação com a antecedência mínima de oito dias da data da eleição.

25 anos sem Zeca Afonso

Passaram 25 anos, Zeca, amigo maior que o pensamento, saíste da cidade , um chão de palavras pisadas, cantaste não me obriguem vir para rua gritar, sonhaste com a cidade sem muros nem ameias, com gente igual por dentro e gente igual por fora, disseste traz outro amigo também e venham mais cinco e seja bem-vindo quem vier por bem e disseste olha  o sol que vai nascendo, anda ver o mar, o mar tão grande, o mundo tão largo, tu filho da madrugada recolheste sombras onde viras luzes de orvalho ao meio dia, andaste à giesta, ao lírio maninho e a formiga saiu-te no carreiro em sentido contrário e fizeste um redondo vocábulo porque  o amor não te engana com sua brandura e sete fadas te fadaram e disseste vou ser como a toupeira e sei como se faz um canalha e conheço os vampiros comem tudo e a não deixam nada e tiveste o diabo na mão e era de noite e levaram e  a morte saiu à rua num dia assim  mas gritaste o povo é quem mais ordena e enquanto há força no braço, seremos muitos seremos alguém e clamaste mudem de rumo, mudem de rumo!
Por trás daquela janela/ por trás daquela janela/faz anos o meu amigo, irmão!

"A memória no feminino" nos 25 anos da Abril



Algumas palavras em jeito de balanço sobre o  Ciclo de Conferências organizado pela Associação Abril em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores.

Quase sem contarmos já estávamos a organizar actividades em parceria com a SPA. Valeu-nos o interesse e a disponibilidade do seu presidente Dr. José Jorge Letria que acolheu a nossa proposta. Duas vontades se conjugaram e, em nossa opinião, com um bom resultado: por um lado havia o julgamento dos arguidos no caso da "Filha Rebelde " e o envolvimento da SPA na defesa da autora da peça e dos directores do Teatro D. Maria II. Por outro, o empenhamento da Abril em denunciar a situação e divulgar o mais possível o que se passou naquele tribunal, desde o atentado à liberdade de expressão e criação, até ao desfecho favorável. Tudo isto coincidiu com o programa da celebração dos 25 anos da Associação, sob o signo "A memória no feminino". Na altura da programação  lutávamos com a necessidade de um espaço melhor do que o da nossa sede para realização desta iniciativa. Convencidas que somos de que "quem procura sempre encontra", achámos  mesmo. Aproveitámos com enorme satisfação a disponibilidade militante  e o espírito de Abril existente na SPA, para a Abril  falar, desta vez, no feminino.

Neste nosso ensejo de usar as palavras de ordem de MLP: dar voz aos sem voz, denunciar, enunciar, dizer, agir a palavra, organizámos, então, com o apoio precioso da SPA e seus colaboradores, cinco sessões sob o tema do feminino e da memória. Nas  duas primeiras sessões, através da projecção do vídeo da peça de teatro, demos voz à filha que, abraçando a revolução cubana, se rebelou contra a política cruel e sinistra defendida pelo pai, o major Silva Pais, director da PIDE, até 1974.

Depois recuámos para a 1ªRepública, tempo em que foram dados os primeiros passos pela emancipação da mulher. Iluminadas pela memória, foram recordadas mulheres carismáticas como Adelaide Cabete, Ana Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo, entre outras, pioneiras que lutaram pela sua/nossa igualdade de direitos e oportunidades. Coube a Ana Vicente, ela própria uma lutadora inconformada com as injustiças sistemáticas de que a mulher é vítima, fazer  uma excelente comunicação sobre este período de abertura e esperança.

Na terceira (quarta) sessão imergimos no período negro do fascismo, nesses anos de chumbo que marcaram de forma cruel a nossa história recente. Ouvimos protagonistas reais, mulheres que experienciaram os duros efeitos da ditadura, da guerra colonial, mulheres que  convictamente defenderam as suas ideias, que foram protagonistas activas do seu destino e ajudaram a fazer a história. Mulheres corajosas, de luta, de resistência, defensoras da liberdade e que sentem, hoje, apesar do reviver da dor, a necessidade de alertar, de passar a palavra, não permitindo que a memória se apague e que o fascismo seja "branqueado ou lavado" por interesses obscuros. Com emoção escutámos os tocantes depoimentos de Helena Neves, Aurora Rodrigues, Helena Pato e Ana Bela Vinagre.

A última actividade, integrada neste ciclo, foi dedicada a Maria de Lourdes Pintasilgo, sua vida e obra. Tivemos o visionamento de um filme e três oradoras excepcionais - Alfreda Ferreira Fonseca, Maria do Loreto Paiva Couceiro e  Maria Luisa Beltrão - que nos trouxeram a personalidade  rica e multifacetada MLP sob diferentes vertentes: política, social, cívica e religiosa. Em jeito de pequena mas sentida homenagem, com imagens e palavras foi lembrada essa grande mulher que ficará nas páginas da nossa história recente, como verdadeira protagonista, pelo seu projecto político diferente e inovador e que, para além da outras lutas, também se envolveu na causa das mulheres e trabalhou e pugnou pela sua dignidade social.

Uma palavra muito especial e carinhosa aos músicos que emprestaram  a estas sessões  uma beleza e um ambiente muito peculiar e enriquecedor.

Para a Abril este ciclo "A memória no feminino" foi o começo de uma futura e desejada  parceria e colaboração com a SPA, estando em curso a assinatura de um Protocolo entre as duas Instituições.

Convite

Para o encerramento das celebrações do 25º Aniversário da Associação Abril e do Ciclo de Conferências subordinado ao tema "A memória no feminino", gostaríamos muito de poder contar com a vossa presença na sessão evocativa de Maria de Lourdes Pintasilgo, mulher ímpar da sociedade portuguesa, que desempenhou de forma exemplar alguns dos mais altos cargos políticos, tanto em Portugal como no estrangeiro.


Oradoras: Alfreda Ferreira Fonseca, Luísa Beltrão e Maria do Loreto Paiva Couceiro,

A sessão é precedida de um momento musical com a participação de Isabel Sevivas.

Realização: 5 de Dezembro, às 18.30h, na SPA – Sociedade Portuguesa de Autores

Auditório Maestro Frederico de Freitas, Av. Duque de Loulé, n.º 31

Convite

A Associação Abril, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores, tem o prazer de convidar para uma mesa redonda denominada "As lutadoras da Resistência", com a participação de Ana Bela Vinagre, Aurora Rodrigues, Helena Neves e Helena Pato.

A sessão será precedida de um momento musical com a participação de Celina da Piedade

Esta actividade insere-se no âmbito das celebrações do 25º Aniversário da Associação e no Ciclo de Conferências, subordinado ao tema "A memória no feminino".

Realização: 14 de Novembro, às 18.30h, na SPA – Sociedade Portuguesa de Autores.

Auditório Maestro Frederico de Freitas, Av. Duque de Loulé, n.º 31

Convite

No âmbito das celebrações do seu 25º Aniversário, a Associação Abril em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores tem o prazer de convidar para um Ciclo de Conferências, subordinado ao tema "A memória no feminino".

A primeira comunicação "As mulheres na 1ª República" estará a cargo de Ana Vicente, escritora, investigadora e especialista em questões relacionadas com a condição feminina.

Realização: 24 de Outubro, às 18.30h, na SPA – Sociedade Portuguesa de Autores.

Auditório Maestro Frederico de Freitas, Av. Duque de Loulé, n.º 31

Entrada livre

25º Aniversário


"A memória no feminino"

21 de Setembro a 5 de Dezembro

2011

SPA - Sociedade Portuguesa de Autores

"A democracia em Portugal não pode ser expressa nem realizada fora da relação entre democracia formal e aprofundamento da democracia participativa a que se refere de forma clara a Constituição."

“ (…) a última década viu engrossar a necessidade e a coragem de os cidadãos participarem mais nas questões a que o mundo tem que fazer face".

in VISÃO, 2003.

Maria de Lourdes Pintasilgo

"(...) cidadã notável, que serviu Portugal nos mais altos cargos e funções, sempre com grande talento, dedicação inexcedível e numa atitude permanentemente inovadora"

Jorge Sampaio

APRESENTAÇÃO

Coincidindo com o encerramento do mandato do biénio 2009 - 2011, que decorreu sob o lema "A cultura do desassossego", festejamos os vinte e cinco anos da nossa associação, com a organização de um ciclo de actividades e conferências, dedicado ao tema:

"A memória no feminino"

Com esta iniciativa, pretendemos lembrar algumas das mulheres que durante o último século travaram a dura batalha pela conquista de todos os seus direitos, designadamente algumas das pioneiras da 1.ª República, as que lutaram contra a privação das liberdades individuais e aquelas que viveram e sofreram os danos e as ausências da guerra colonial.

Pretendemos ainda evocar e homenagear a memória da nossa mentora Maria de Lourdes Pintasilgo que, no desempenho de altos cargos de governação em Portugal, nunca esqueceu a sua condição feminina.

PROGRAMA

Setembro 21 - 18.30
Outubro 14 - 18.30

"A Filha Rebelde"

Projecção do vídeo da peça de teatro de Margarida Fonseca Santos, inspirada na obra homónima de Valdemar Cruz e José Pedro Castanheira, encenada e dirigida por Helena Pimenta.

O tema da peça - percurso de emancipação e adesão à revolução cubana da jovem Annie, filha do Major Silva Pais, director da PIDE - provocou a instauração de um inédito processo judicial, contra a autora da obra e os directores do teatro D. Maria II, responsáveis pela sua realização.


Outubro 24 -18.30

Momento musical

"As mulheres e a 1ª República"
por Ana Vicente

Conferência sobre as mulheres pioneiras da 1ª República, que lutaram activamente pela igualdade de direitos e oportunidades.

Debate


Novembro 14 – 18.30

Momento musical com Celina da Piedade

"As lutadoras da Resistência"
por Ana Bela Vinagre, Aurora Rodrigues, Helena Neves e Helena Pato.

Mesa redonda sobre as mulheres da resistência durante o Estado Novo, com a participação de algumas das protagonistas que viveram e sofreram, sob diversas formas, os efeitos da repressão e da política colonial durante os 48 anos de obscurantismo e de luta conta a Ditadura.

Debate


Dezembro 5 – 18.30

Momento musical

Maria de Lourdes Pintasilgo, a política da diferença

Sessão evocativa de Maria de Lourdes Pintasilgo, com depoimentos de amigas e colaboradoras e com a projecção de um documentário sobre a sua vida e obra política. (intervenientes a confirmar)

Debate
Nota: Durante as sessões estarão à venda livros das conferencistas e de outros autores, sobre esta temática.


Organização: Associação Abril

Parceria: SPA – Sociedade Portuguesa de Autores

Local: SPA - Auditório Maestro Frederico de Freitas
Av. Duque de Loulé, n.º 31 - Lisboa


AGRADECIMENTOS

A Associação Abril agradece à SPA pelo apoio prestado bem como às conferencistas e aos músicos pela sua generosa colaboração.

MANIFESTO 15 de Outubro 2011 - A Democracia sai à rua!

A Associação Abril, dada a sua própria natureza, não pode ficar indiferente ao que se passa no mundo, em especial em Portugal. Uma crise sistémica, resultado das contradições do próprio capitalismo, abateu-se sobre a Europa e os Estados Unidos e ameaça criar situações de caos das quais ninguém sabe exactamente como sair.

Mesmo assim, aqueles que geraram a crise e dela se aproveitaram ou pretendem aproveitar continuam a receitar, para debelá-la, os mesmos remédios já antes aplicados em situações semelhantes, noutros lugares. A palavra de ordem do poder político, em obediência aos dogmas das TROIKAS, é privatizar, emagrecer o Estado, desresponsabilizando-o das suas obrigações em áreas como a Saúde, a Educação, a Cultura e a Segurança Social. Os programas impostos aos países, pelas suas regras neoliberais, vão contribuir para aprofundar o fosso entre os indivíduos e construir sociedades marcadas pelas desigualdades e pela injustiça, no caminho evidente de uma regressão social provocada por desemprego, precariedade, degradação do serviço público em geral.

Para além disso, os meios de comunicação social pouco têm contribuído para o esclarecimento das pessoas, pelo contrário, antes concorrem para a formatação de um pensamento que coarcta a pluralidade de ideias e torna inevitável o sentimento de que a única saída para a crise é a austeridade e o sacrifício daqueles que sempre se têm sacrificado. É contra esta inevitabilidade que temos que dizer: NÃO! Não podemos ser cúmplices deste plano aceitando que os mercados submetam os estados e tenham mais valor do que as pessoas e o seu bem-estar.

A Abril, que elegeu para este biénio de mandato o lema de "a cultura do desassossego", vem apelar a todas e a todos para uma união na denúncia de tamanha iniquidade. Recusemos a letargia e a resignação e, indignados, despertemos a inquietação e a rebeldia e lutemos pela qualidade da democracia, exigindo a prática da democracia participativa, consignada na Constituição. Uma Democracia que tenha no seu âmago o futuro e a esperança dos povos, baseada numa vida digna e solidária. Uma Democracia que faça florescer, de novo, um cravo de Abril.

E se a democracia sai à rua a 15 de Outubro, nós queremos sair ao lado dela e não apenas vê-la passar.

"A Filha Rebelde"

Convite

2º Visionamento da peça


Correspondendo ao interesse manifestado por várias pessoas em assistir à projecção do vídeo da peça de teatro "A filha rebelde", mas que o não puderam fazer por incompatibilidade de datas, a Associação Abril, a Sociedade Portuguesa de Autores e o Grupo de apoio aos arguidos vêm convidar para uma nova sessão, no dia 14 de Outubro, às 18.30h., à qual se seguirá um debate.

A sessão tem lugar na SPA, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, nº 31.

Para animar o debate contamos com a presença dos arguidos do referido processo e com o presidente da SPA.

A entrada é livre.

(peça de teatro baseada na vida de Annie Silva Pais, filha do major Silva Pais, director da PIDE até 1974; esta peça da autoria da escritora Margarida Fonseca Santos foi baseada na obra homónima dos jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz).

"A Filha Rebelde"

Convite

A Associação Abril, no âmbito das comemorações dos seus 25 anos de existência, organiza uma sessão para visionamento da peça de teatro "Filha Rebelde", à qual se seguirá um debate, no dia 21 de Setembro, às18.30H, na SPA, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na Av. Duque de Loulé, nº 31.

Neste evento contamos com as parcerias inestimáveis da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e do Grupo de Solidariedade com os réus do processo "A Filha Rebelde". Para animar o debate contamos ainda com a presença dos arguidos do referido processo.

A entrada é livre.


(peça de teatro baseada na vida de Annie Silva Pais, filha do major Silva Pais, director da PIDE até 1974; esta peça da autoria da escritora Margarida Fonseca Santos foi baseada na obra homónima dos jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz).

Viagem Cultural: "Em Agosto, mirando o Tejo e o luar", dia 27

Vimos propor-vos mais uma Viagem Cultural da Abril, desta vez sob o mote: "EM AGOSTO, MIRANDO O TEJO E O LUAR"

O mistério do Universo é sempre fascinante, e o que de imediato nos moveu foi a notícia da "proximidade" do planeta Marte em relação à Terra, que poderá acontecer no dia 27 de Agosto. Será verdade ou é apenas especulação? Não sabemos. Mas, mesmo assim, se esse propalado fenómeno não se concretizar, certamente outros fascínios nos esperam ao observarmos o céu, através de "olhos" mais potentes que os nossos.

Mas como também somos fascinados pelas belezas do planeta Terra, aí vamos nós sempre na companhia do rio Tejo, não só olhar o céu nocturno em Constância mas também lembrar Camões e seus amores nessa bela Vila e visitar outros marcos singulares do nosso património cultural: uma casa senhorial, em Santarém, que foi habitada por Passos Manuel e imortalizada por Almeida Garrett em “Viagens na Minha Terra”; o Estúdio fotográfico e a mestria de Carlos Relvas; o belíssimo Castelo de Almourol - passando, ainda, pela terra natal de José Saramago e pela Casa-Memorial Humberto Delgado. Temos pena de não podermos visitar a Casa dos Patudos, que pertenceu a José Relvas, mas encontra-se para obras de remodelação.

Ah… e o património gastronómico também estará presente na ementa que propomos: enguias na “Casa das Enguias”, na aldeia de Boquilobo... alguém resiste? Mas há alternativas para quem não apreciar.

Inscrevam-se já para este email! O tempo é curto, só até ao dia 24!


Saudações associativas

"Conhecer o Universo é também conhecermo-nos a nós próprios"

PROGRAMA

(de Lisboa a Constância com várias paragens de prazeres culturais)

27 de Agosto de 2011

 9.00h Partida de LISBOA - ENTRECAMPOS (em frente ao edifício da CML)
10.15h-12.00h SANTARÉM: Visita à Casa Museu Passos Canavarro, Jardim Portas do Sol, Igreja da Nossa Senhora da  Graça
12.30h AZINHAGA. visita à Fundação José Saramago
13.00h-14.30h ALDEIA DO BOQUILOBO: “Casa das Enguias”almoço típico
14.30h Visita à  Casa Memorial Humberto Delgado e Museu Agrícola de RIACHOS
16.15h-17.15h GOLEGÃ: Visita à Casa - Estúdio Carlos Relvas    
17.45h-19.15h VILA NOVA DA BARQUINHA: Castelo de Almourol 
19.45h Chegada a CONSTÂNCIA, visita geral e jantar livre 
21.30h Visita guiada ao Centro de Ciência por MÁXIMO FERREIRA
22.30h OBSERVAÇÕES ASTRONÓMICAS
00.15h REGRESSO a LISBOA (hora de chegada prevista: 1.30h)

 Preço:
Opção A: Viagem e entradas nos equipamentos culturais = 30,00 €
Opção B: Viagem, entradas nos equipamentos culturais e almoço = 42,00 €

Os 25 Anos da Abril

Amigas e amigos:

A partir do mês de Julho e até final do ano, vamos organizar um conjunto diversificado de iniciativas para celebrar os 25 anos de actividade da Abril. Nesta perspectiva, e antes das férias de Agosto, gostaríamos muito de contar convosco para participarem no primeiro desses momentos que queremos de festa e de convívio. Assim, vimos convidar-vos para se juntarem a nós no dia 9 de Julho, a partir das 20.00h, para um programa cultural e gastronómico, conforme se segue:

CONVITE

Encontro na Galeria Paula Cabral - Art Gallery/Café dos Artistas - Rua do Século, nº 171.

Visita guiada à exposição por uma das artistas, cuja inauguração terá lugar no dia 8.

Jantar de convívio num espaço muito agradável, na própria Galeria.

Espectáculo musical no Jardim de Inverno, no S. Luís, com a banda "Couple Coffee"

Preço por pessoa: €30 (€20 jantar + €10 espectáculo)

Confirmar, por favor, até ao dia 5, para este email: associabril@gmail.com.

Um grande abraço

Guadalupe Magalhães Portelinha

Debates sobre a Guerra Colonial em jeito de balanço

"Estórias dentro da História da guerra colonial" foi tema para dois debates: o primeiro abordou  as questões políticas  e  sociais, enquanto que o segundo se centrou nas situações traumáticas e no sofrimento daqueles que as  vivenciaram.

Foram sessões que primaram pela qualidade das comunicações onde  pela evocação da memória  se promoveu o esclarecimento,  suscitou a análise objectiva e contribuiu para a reflexão e  partilha sobre um tema que continua tabu no nosso imaginário colectivo. Para uns é fantasma, para outros pesadelo contínuo e para muitos indiferença. 

De sublinhar a importância destes debates  como contributo para que  a memória não se perca perante a devastadora inexorabilidade do tempo. As recordações e lembranças desgastam-se pela erosão dos dias e vão ficando nebulosas, difusas  e distantes ou definitivamente perdidas com o desaparecimento do património humano que é o seu suporte.

Passaram já 40 anos desde o início da guerra colonial para uns, guerra de libertação para outros, finda a qual não se fez o luto no tempo devido. Primeiro,  porque a euforia da revolução dos cravos não permitiu  que o olhar egoísta da alegria avistasse o sofrimento que passava ao lado. E depois foi passando o tempo e a indiferença apossou-se das pessoas e das instituições levando ao esquecimento, ao descaso, à insensibilidade. Assim se cometem injustiças, sem encontrar responsáveis. 

É preocupante verificar que passados 40 anos ainda se nota a falta de uma investigação científica objectiva, transparente, focada em diferentes linhas de trabalho, apesar de nos últimos cinco anos se terem realizado mais estudos do que nos restantes 30 , o que poderá ser promissor. Os documentos apresentados no 2.º debate são disso prova e de enorme qualidade, reveladores de que há pessoas que não se conformam e lutam pelo conhecimento.