À meia-noite de 24 de Abril, Venha cantar a “Grândola, Vila Morena” ao Largo do Carmo

O Arraial do 25 de Abril parte da iniciativa da Associação ABRIL, com a colaboração e participação de várias Associações e Grupos de carácter cívico e cultural. Realiza-se na noite de 24 de Abril, no Largo do Carmo, entre as 19.00h e as 02.00h. Pretende-se que este evento se torne num momento de convívio de grande significado de intervenção cívica dos cidadãos, através da mostra das actividades desenvolvidas pelas diversas entidades, nomeadamente a nível de artesanato, música, dança, teatro e gastronomia. Deseja-se ainda que esta Festa celebre os ideais do 25 de Abril para que estes permaneçam vivos no espírito e na esperança de todos nós.

  • 19.00h - Pedro Branco (Canções do pai pelo filho);
  • 19.20h - Corelis – (Coro do Tribunal da Relação de Lisboa);
  • 19.40h - Forró Maria Bunita e os Cabras, (perfomance musical);
  • 20.00h - Cabo Gang – (Música Hip-Hop);
  • 20.15h - Educa(nta)re – (Coro do Ministério da Educação);
  • 20.35h - Rui Sequeira e Convidados - (Canções de Abril);
  • 20.55h - Finka pé – (Mulheres do batuque);
  • 21.15hRefugiActo – (Sketch “Nunca me canso da Liberdade”);
  • 21.35h - Tino Flores e Banda;
  • 22.00h – Momento de poesia com Elsa Noronha;
  • 22.15h - A.J.A. NORTE – (Canções de intervenlção);
  • 23.15h - O Arraial contará, este ano, entre outras, com uma intervenção para-teatral inédita do grupo “O Bando”, subordinada à temática do 25 de Abril, baseada num texto de Manuel António Pina e composição musical do Maestro Jorge Salgueiro;
  • 24.00h – “Grandola, vila morena” Viva o 25 de Abril, sempre!;
  • 00.15hRappers da Kova M;
  • 00.30h – Dança com as Wonderful Kova-M e Baby girls;
  • 01.00h – Encerramento com um militar de Abril.

Este evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Associação de Turismo de Lisboa, da Comunicasom, da Associação 25 de Abril e do Centro de Documentação 25de Abril da Universidade de Coimbra. A Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril Maria Guadalupe Magalhães Informações: http://associabril.blogspot.com/

Contactos: tm - 966 785 119 - guadalupe.magalhaes@gmail.com

.........................965 214 312 - margaridavieira@netcabo.pt

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Arraial do 25 de Abril 2009


O Arraial do 25 de Abril parte da iniciativa da Associação ABRIL, com a colaboração e participação de várias Associações e Grupos de carácter cívico e cultural e realiza-se na noite de 24 de Abril, no Largo do Carmo, entre as 19.00h e as 02.00h. Pretende-se que este evento se torne num momento de grande significado de intervenção cívica dos cidadãos, através da mostra das actividades desenvolvidas pelas diversas entidades, nomeadamente a nível de artesanato, música, dança e gastronomia. Deseja-se ainda que esta Festa celebre os ideais do 25 de Abril para que estes permaneçam vivos no espírito e na esperança de todos nós. Está já assegurada a participação, entre outras, do grupo teatral “O Bando”, do grupo de música de intervenção Associação José Afonso do Norte, Tino Flores, coro do Ministério da Educação, FinKa Pé e wonderful cova m do Moinho da Juventude, grupos de rap desta Associação e da Girassol Solidário, Rui Sequeira e a sua Aldeia da Música. Este evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Associação de Turismo de Lisboa, da Comunicasom, do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e da Associação 25 de Abril. A Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril Maria Guadalupe Magalhães

ARRAIAL POPULAR do 25 de Abril - 2009

Amigas e amigos: Aproxima-se a data em que costumamos realizar, em conjunto, a Festa de homenagem ao 25 de Abril. Este ano vamos festejar o seu 35 º aniversário e realizar o nosso 6.º Arraial, no largo do Carmo. Torna-se, pois, urgente convocar uma reunião, tanto para vos darmos conhecimento do ponto da situação, como para tomarmos as medidas que se impõem para a organização do Arraial, que se realizará no dia 24 de Abril, das 19.00h às 02.00h. Estamos a contactar não só as associações/grupos veteranos, dos quais temos recebido sempre o tradicional carinho e apoio, mas também outros e outras que nunca participaram, pelo que apelamos, a todos e, em especial, aos “novos” para que compareçam e colaborem activamente. Em linhas gerais podemos, desde já, adiantar o seguinte:
Na sequência de uma carta que enviámos ao Senhor Presidente da Câmara e depois de alguma insistência via telefone, reunimos no mês passado com o Adjunto do Vereador da Cultura com quem analisámos a situação. A recepção foi muito positiva, ficando assegurado que a coordenação das respostas dos vários serviços da autarquia, aos nossos pedidos, seria garantida por este pelouro e seria designada uma técnica como elemento de ligação. Entretanto decorreu uma reunião já com essa técnica a quem foram entregues todos os elementos de ordem burocrática que nos tinham sido solicitados. Neste momento, temos garantido: luz e som, impressão de cartazes e folhetos, palco, tendas, placards e cadeiras, ficando contudo, sob a nossa responsabilidade tanto o transporte como a montagem e desmontagem do material. Escusado será dizer que esse gasto nos vai por, de novo, em situação financeira bastante crítica. Mas, como é sabido, não será isso que nos impedirá de concretizar este projecto de, pelo menos, um dia no ano lembrar “essa madrugada perfeita e límpida”, tentando não deixar que os valores do 25 de Abril se vão apagando na nossa memória e nos nossos corações. Assim, contamos convosco e com as vossas ideias e solidariedade, no dia 19 de Março, às 18.30h, na sede da Associação Abril, para uma reunião com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. Informações 2. Definição de estratégias para a organização do Arraial 3. Constituição de grupos de trabalho 4. Outros assuntos Tragam amigos interessados em colaborar, mesmo que não estejam ligados a qualquer Associação ou Movimento cívico. Um abraço e as melhores saudações associativas, Guadalupe Magalhães (Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril) Contactos:
margaridavieira@netcabo.pt Guadalupe: 966785119; 309919964 Margarida: 213148681; 965214312

Debate sobre a Palestina

Convite Sessão – debate sobre a Palestina Dia 11 de Março, quarta-feira, às 18.30h Sede da Associação Abril (R. de S. Pedro de Alcântara, 63-1.ºdto)
A Associação Abril vem convidar os associados, amigos e todos os que se interessam pelas questões ligadas à situação da Palestina para ouvirem os testemunhos de Berta Macias e Amílcar Sequeira que, recentemente, visitaram a Palestina e Israel.
Em representação do Tribunal Mundial sobre o Iraque – audiência portuguesa – integraram uma delegação composta por membros do Conselho Português para a Paz e a Cooperação, a CGTP e o Movimento Democrático de Mulheres, tendo estabelecido contactos com diversas organizações de resistência, tanto árabes como israelitas.
A comunicação será seguida de debate.
. Pela Associação Abril, Maria Guadalupe Magalhães

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

A Abril está presente na luta pela liberdade, pela cidadania e por direitos iguais para todos e todas. Hoje está com as mulheres, em especial com aquelas a quem tudo falta.

.. 8 MARÇO – DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES – 12,00 h - 18,00 h FESTA-MÚSICA-ANIMAÇÃO DE RUA-PIQUENIQUE-BANCAS-MANTA DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

Sob o lema «Igualdade, Cidadania e Direit@s! Somos Tod@s Feministas» vamos realizar no domingo, dia 8 de Março, um encontro de festa e luta na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, para comemorar o Dia Internacional das Mulheres. Aos/às que dizem que o feminismo está fora de moda e que a luta das mulheres pela igualdade de direitos é coisa do passado, respondemos que, no nossos país, as várias dezenas de milhar de mulheres agredidas e violentadas todos os anos em casa, no trabalho e na rua, mais as cerca de 50 mulheres assassinadas pelos seus familiares em 2008, só por si seriam razões suficientemente eloquentes para assinalar o Dia da Mulher. Mas se elegemos a mulher imigrante como tema central da celebração deste ano é porque queremos lembrar uma verdade simples, mas ignorada: as mulheres imigrantes estão no último patamar social, vitimadas pela soma de todas as discriminações de que são alvo os/as trabalhadores/as imigrantes relativamente aos portugueses! Neste contexto, ser mulher constitui uma agravante! As mulheres imigrantes constituem-se como as excluídas dos excluídos, estão sujeitas às tarefas mais baixas e desqualificadas, a todo o tipo de exploração e discriminação, a leis que as subalternizam em relação aos homens e aos maridos e aos estereótipos sexistas e étnicos. Neste domingo, 8 de Março, convidamos quem nos queira acompanhar, a participar no piquenique e na festa da Alameda, trazendo os sabores, os símbolos e as músicas das suas terras. Queremos fazer uma festa das mulheres do mundo e fazer uma manta de retalhos onde palavras, bandeiras e desenhos se possam juntar numa Manta Feminista que una as nossas sensibilidades, diversidades e solidariedade feminista. Por isso, junta-te a nós, traz a tua comida, a tua alegria, a tua música e uma manta para te sentares! Associações Participantes: Abril – Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento, AHCD – Acção Humanista Cooperação e Desenvolvimento, AAMA – Associação de Amig@s da Mulher Angolana, Associação Caboverdeana de Lisboa, Associação Lusofonia Cultura e Cidadania, Associação de Melhoramentos e Recreativa do Talude, ARACODI - Associação de Residentes Angolan@s do Concelho de Odivelas, Casa do Brasil de Lisboa, Ela por Ela – Editora Feminista, GAFFE – Grupo A Formiga Fora da Estrada, GRAAL, Marcha Mundial das Mulheres, Não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, Solidariedade Imigrante – Associação para defesa dos direitos dos imigrantes, SOS Racismo, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta Contactos: Catarina Moreira – catarinafrademoreira@gmail.com - 918607471 Camila Lamarão – gricss@gmail.com - 914194013

Contra a Indiferença na Palestina

Excelente texto de Fernando Nobre lido na sessão organizada pelo Forum para a Paz e para os Direitos Humanos, realizada no dia 06/01/08, na Associação 25 de Abril.
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"Grito e Choro por Gaza e por Israel
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Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia. O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes (“terroristas”) do movimento Hamas. . Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:
. - Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento “terrorista” Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel.
. - Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamisaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas “terrorista” que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?
. - Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.
. - Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).
. - Estranha guerra esta em que o “agressor”, os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os “agredidos”. Nunca antes visto nos anais militares!
. - Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos “heróis” que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!
. - Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!
. - Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!
. - Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!
. - Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!
. Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos! . É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.
. É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são."
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FIM AO MASSACRE DE GAZA!

POR UM ANO NOVO SEM CRIMES DE GUERRA ISRAELITAS! .
No momento em que festejamos a passagem de ano com fogos de artifício na cidade de Lisboa, o povo de Gaza vive sob o fogo real da artilharia e da aviação israelita.
Nos primeiros dez minutos da ofensiva morreram mais de 200 pessoas e ficaram feridas ou estropiadas mais de 600. Alegadamente, tudo isto era resposta "proporcional" aos morteiros artesanais palestinianos, que em 7 anos mataram 20 israelitas. Na verdade, o bombardeamento israelita é um novo passo na destruição do povo palestiniano: neste momento já há outras tantas centenas de mortos e milhares de feridos; prosseguem os ataques a uma população que não tem para onde fugir nem como se defender, já que a Faixa de Gaza tem vivido sob um bloqueio que priva os seus habitantes de água potável, de energia, de alimentos, de medicamentos.
O cessar-fogo que os EUA, a UE e a ONU exigem aos palestinianos seria, nessas condições, a morte lenta para um povo cercado. Se alguém aqui está a defender-se, são os palestinianos de Gaza, que elegeram democraticamente o seu governo e a quem o Estado de Israel tem invadido, ocupado e roubado as terras, as propriedades e as casas.
Não vamos calar-nos diante dos crimes de guerra e do abuso de força. Apelamos à participação de todos e todas nas acções que estão a ser preparadas por várias organizações em Lisboa:
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5 de Janeiro a partir das 18h no Largo de S. Domingos, junto ao memorial às vítimas da intolerância * 8 de Janeiro a partir das 18h em frente do check-point que a embaixada israelita instalou na colonizada Rua António Enes, nº 16, a S. Sebastião
Esta última iniciativa é apoiada por: Associação Abril - Bloco de Esquerda - CGTP - Colectivo Abu-Jamal - Colectivo Revista Rubra - Comité de Solidariedade com a Palestina - CPPC - Fórum pela Paz - MDM - Monthly Review - MPPM - Plataforma Guetto - Política Operária - Shift - SOS Racismo - SPGL - Tribunal do Iraque
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Contra o genocídio na Faixa de Gaza

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A Associação Abril não pode deixar de expressar o seu protesto em relação aos acontecimentos que estão a decorrer na Faixa de Gaza, na Palestina.
Apelamos a todos os que acreditam na justiça e na paz para se rebelarem de todas as formas ao seu alcance e repudiarem o massacre que o Estado Israelita está a efectuar, na Faixa de Gaza, contra o povo da Palestina. Exigimos que cesse o genocídio contra um povo indefeso, que há 60 anos tem resistido, em condições inomináveis, mas com enorme dignidade, contra tudo e contra todos os que os querem subjugar.

60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Utopia Cidade Sem muros nem ameias Gente igual por dentro Gente igual por fora Onde a folha da palma Afaga a cantaria Cidade do homem Não do lobo mas irmão Capital da alegria Braço que dormes Nos braços do rio Toma o fruto da terra É teu a ti o deves Lança o teu Desafio Homem que olhas nos olhos Que não negas O sorriso a palavra forte e justa Homem para quem O nada disto custa Será que existe lá para os lados do Oriente Este rio este rumo esta gaivota Que outro fumo deverei seguir Na minha rota? (Zeca Afonso)
Nestes 60 anos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, lembrámo-nos deste texto/canção do Zeca Afonso, pela sua semelhança, em termos de conceito. Não escreveu 30 artigos mas numa síntese poética põe lá tudo. Desta forma concisa José Afonso faz um hino aos Direitos Humanos. Apela ao sonho de harmonia entre os seres humanos, à dignidade, ao respeito pela natureza e pelo património cultural, ao direito e ao respeito pelo fruto da terra, ao direito à indignação, à justiça, à liberdade, à esperança de um rumo novo para a humanidade. Passados 60 anos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e mais de 20 anos sobre a canção do Zeca, a humanidade continua, cada vez mais, a esquecer – se de cumprir o que tão entusiasticamente declarou como suas obrigações absolutas e inquestionáveis. Esquece por completo aqueles direitos primordiais a que todos os seres humanos têm direito só pelo facto de existirem: a dignidade do ser – o direito ao pão, à habitação, à saúde, a educação, à liberdade, à paz.
Todos os restantes valores apenas aperfeiçoam estes que, para nós, são os principais. O que hoje vemos são estes e outros valores completamente invertidos e violados.
A humanidade perdeu a vergonha! É mais importante salvar quem já muito possui, os altos interesses dos ricos do que salvar famintos, sem tecto, sem terra, sem nada! Há que dizer que chega de hipocrisia! É preciso começar a mudança e lançar o grito de Basta Já!

Crédito de imagem a: Lino Resende

Este texto faz parte da Bolgagem Colectiva de Celebração do 6oº Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovida por Sam, do Fênix Ad Eternum.

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Um bom presente de Natal

Livro de homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo: “Uma Flor por Maria de Lourdes Pintasilgo” Locais onde é possível adquirir o livro: Associação ABRIL – R. de S. Pedro de Alcântara (ao Bairro Alto), 63 – 1.º D.to – 1250-238 Lisboa ......................
........Das 15 H às 21 H Livrarias .........Letra Livre – Calçada do Combro, 139 em Lisboa .........Loja 107, Livrarias – R. Heróis da Grande Guerra, 107 em Caldas da Rainha .........Letra +, Lda – R. Filipe Folque, 12/A em Lisboa .........Ler Devagar – Fábrica Braço de Prata em Lisboa Na Associação ABRIL, poderá juntar ao livro o DVD sobre o mesmo tema, da autoria de Felizarda Barradas, ou adquirir separadamente o DVD ou o Livro. Preços na Associação Abril Livro: €12 DVD: €5 Livro +DVD: €15 .

"Conversas de fim de tarde"

Convite
Nas nossas “Conversas de fim de tarde”, vamos falar sobre os 50 anos da Revolução em Cuba, no dia 15 de Dezembro de 2008, às 19.00h, na nossa Sede.
Teremos a presença de uma representante da Embaixada de Cuba, Dra. Ivette Garcia, e de
Alípio de Freitas que viveu os anos da Revolução Cubana, tendo privado com Che Guevara.
Será mais uma oportunidade para estarmos juntos e reflectir sobre as coisas do Mundo. Vamos misturar experiências, conhecimentos, esperanças e sonhos. No final do encontro não faltará o famoso rum cubano, que nos proporcionará mais um momento para confraternizar.
. Contamos convosco!

Relatório de Actividades - 2007 e 2008

Este relatório de actividades diz respeito às actividades realizadas no ano de 2007 e até 30 de Outubro de 2008.
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As actividades foram desenvolvidas à volta dos objectivos de intervenção que sempre nortearam a Associação ABRIL, nomeadamente os relacionados com as vertentes política, social, cívica e cultural
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. I. Em 2007 e 2008, realizámos aquele evento que já começa a ter alguma tradição e uma forte identificação com a Associação ABRIL: 1. O ARRAIAL comemorativo do 25 DE ABRIL, que tem lugar no Largo do Carmo. Assim, organizámos o 4.º e 5.º Arraiais do 25 de Abril, mantendo as suas características já conhecidas: para além do seu carácter lúdico também o seu cariz pedagógico – a presença de várias Associações com as mostras de gastronomia nacional e internacional, a música e a dança, bem como várias exposições, das próprias associações e, no ano de 2008, a exposição cronológica sobre o 25 de Abril, cedida pelo Centro de Documentação 25 de Abril de Coimbra que teve lugar no Quartel da GNR, no Largo do Carmo; 2. Ainda neste contexto das comemorações do 25 de Abril, estamos em negociações com o grupo de teatro “O BANDO”, no sentido de encenarem um espectáculo para estrear no dia 24 de Abril, eventualmente, no Arraial de 2009. Para isso, estamos a ter a colaboração do Arquivo-Museu da GNR, na pessoa do Major Andrade que tenta arranjar patrocínios. II. Cumprindo o plano de actividades, editámos o livro, referente à homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo, que ocorreu na BMRR, denominado “Uma for por Maria de Lourdes Pintasilgo” e procedeu-se ao seu lançamento na Livraria Parlamentar da Assembleia da República. 1.Para além deste lançamento, o livro também foi apresentado em Quarteira, a convite da Agência do Banco do Tempo. Esta apresentação foi enriquecida com um DVD de Felizarda Barradas, dedicado a MLP.
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.. III. Ao longo destes dois anos organizámos algumas conferências/debates, sobre vários temas a que chamámos “Conversas de fim de tarde”, como por exemplo: 1.“Desenvolvimento sustentável - uma introdução ao tema”. Esta sessão foi organizada na sequência de uma anterior sobre energia nuclear e energias renováveis. Desta vez ouvimos e reflectimos com o investigador Samuel Niza. Com elas, pretendemos, de certo modo, dar a conhecer as várias perspectivas deste tema tão actual e que a todos diz respeito, já que só temos esta Terra para viver; 2.Lembrámos Zeca Afonso, através das palavras e das memórias de José Mário Branco, numa sessão muito emotiva e participada; 3.Exibição do documentário “As Operações SAAL”, filme que esteve presente no DOC Lisboa, e contou com a presença do realizador João Dias ao qual se seguiu um debate muito animado. IV. Participação na Festa da Diversidade, integrada no Plano Nacional da Acção do Ano Europeu de Igualdade de Oportunidades para Todos. V. A partir do livro de José Saramago, “As pequenas memórias” e de uma ideia de Tília Fonseca, temos estado a preparar com a Fundação e com a Junta de Freguesia, o que nós denominamos “Os caminhos de Saramago, na Azinhaga”, terra natal do escritor. Já ocorreram duas reuniões nesse sentido e está prevista uma nova reunião nos inícios de Dezembro. .
. VI. Consideramos que visitar o país ou pequenos lugares, reflectir sobre esses mesmos lugares, sobre o seu significado, sobre a sua importância na vida das pessoas, é sempre enriquecedor e criativo. Assim também enveredámos por vários caminhos, procurando conhecer, reconhecer e entender. Nas visitas culturais, realizámos: 1.Visita/debate ao convento das Bernardas, onde foi feita uma apresentação sobre a recuperação do Convento pelas Arquitectas Teresa Duarte responsável pelas obras de recuperação e Clara Vieira Directora Municipal da DMRU na altura, espreitámos o Museu da Marionete e deliciámo-nos com uma excelente ginjinha, oferecida pelos donos do restaurante “A Travessa”; 2.Outro dos nossos destinos foi ainda a cultura e o ambiente: Visitámos a Companhia das Lezírias e Museu do neo-realismo de Vila Franca de Xira, tendo sido guiados pelos respectivos Directores, Eng. Vítor Barros e Dr. David, pessoas apaixonadas pelo seu ofício e que nos contagiaram com o seu saber. VII. Acções de solidariedade também nos são muito caras, por isso a nosso apoio permanente à causa do Iraque: 1. Participámos, juntamente com o TMI, na organização dos concertos “Canções pelo Iraque” e “Canções pelo Médio-Oriente”, de solidariedade para com estes povos; 2. Colaboração com o TMI, numa sessão na casa do Alentejo, sobre a situação dramática que se vive no Iraque, que contou com a presença de uma médica iraquiana; 3. Colaboração com o TMI e com o grupo da Tertúlia Liberdade, na exibição de um ciclo de filmes sobre a guerra do Iraque.

Lançamento do livro “Uma flor por Maria de Lourdes Pintasilgo “

Este evento foi promovido pela Agência do Banco do Tempo, de Quarteira, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, e teve lugar na Galeria Praça do Mar, em Quarteira. Intervenções de Gilberta Alambre, Isabel Pinto, Margarida Vieira e Teresa Maria Branco Apresentação de Maria Guadalupe Magalhães Portelinha

Sessão de apresentação “Uma flor por Maria de Lourdes Pintasilgo” Agência do Banco do Tempo de Quarteira 08 de Novembro de 2008 15.00h – Galeria Praça do Mar Muito obrigada a Giberta e Isabel, coordenadoras da Agência do Banco do Tempo em Quarteira, a Teresa Maria que fez a ligação com a Abril e também, a todos vós, pela vossa presença, amigas e amigos da Abril e de Maria de Lourdes Pintasilgo, muito obrigada por partilharem connosco este momento.

Antes de darmos início à apresentação do livro que hoje aqui nos junta, queria pedir-vos para que se sentassem, por instantes, num banco, que pode ser um banco do tempo, para vos oferecer um pequeno momento de introspecção com o visionamento de imagens acompanhadas por uma peça musical, de Hildegarde von Bingen, que Maria de Lourdes Pintasilgo (MLP) muito apreciava. São fotos de flores que uma amiga da Abril, Felizarda Barradas, dedicou a Maria de Lourdes Pintasilgo, inspirada no título do livro, da autoria de Margarida Vieira.

Este livro nasceu da junção de muitas vontades, de muita solidariedade e voluntariado, dado que todos contribuíram graciosamente para a sua elaboração, com excepção da Gráfica. Tivemos ainda o subsídio fundamental da FCG. Na altura do lançamento do livro, na Livraria Parlamentar da Assembleia da República, tive ocasião de agradecer a todos os que contribuíram para a sua elaboração. Mas, mais uma vez devo agradecer a todos e também agradecer em especial a MLP por ter feito parte das nossas vidas e ter contribuído, com o seu pensamento social e político e com a sua postura independente, para a constituição da Abril e dos objectivos que a têm norteado. Por isso e muito mais que ficará por dizer, se justificou a singela homenagem que lhe prestámos e que se consubstanciou neste pequeno livro que, por sua vez, se constituiu como outra evocação/homenagem também ela emotiva e saudosa. Mas com o que aprendemos com o pensamento de MLP, embora este seja um momento de saudade, não o será no sentimento estático, mas antes no motor da acção que nos leva a realizar iniciativas como este encontro. Sem dúvida, a saudade como lembrança do passado, mas também a saudade projectada na esperança e no futuro, e vivida no presente, no tempo do agir, agora! Na elaboração deste livro nós colocámos a ternura e o cuidado, essa ternura e cuidado que MLP tão bem definia e defendia; passámos tempo a cuidar da nossa flor, por isso esta “Flor por Maria de Lourdes Pintasilgo” ser tão importante para nós.

Com MLP percebemos que é a ternura e o cuidado que criam o universo das excelências, do significado da existencia, daquilo que vale e ganha importância, em função do qual se pode sacrificar o tempo, o empenho, e, às vezes, a própria vida. Segundo MLP e outros pensadores a raiz básica da nossa crise cultural é uma aterradora falta de ternura e de cuidado, de uns para com os outros, de todos para com a natureza e o nosso próprio futuro. MLP durante a sua vida deseja e persegue um pacto de futuro entre os povos, entre as religiões, para com a natureza. Por isso o seu alerta nessa obra exemplar: Cuidar o futuro e na Fundação com o mesmo nome! Heidegger colocou a ternura e o cuidado como fenómeno estruturante da existência, como aliás já o sabia o velho mito grego, segundo o qual o deus Cuidado foi quem criou o ser humano. Não deixa de ser sintomático que um dos maiores revolucionários modernos, Che Guevara, tenha tomado como lema da sua prática a ternura associada a um forte acção: “tem que se ser duro sem nunca perder a ternura”( hay que enrijecerse pero sim perder la ternura). E é também neste contexto, em que cuidado implica acção, que assentou o pensamento político de MLP. Na ligação entre ideias e acção, na convicção de que não deveria haver cortes entre economia e política, entre meios e fins, entre eficiência e equidade, entre métodos e valores, numa procura constante em associar o rigor e a democracia, nomeadamente a democracia participativa. O seu interesse em ir ao encontro de uma maior participação da opinião pública, ouvir a voz dos cidadãos, educar para a cidadania, despertar as consciências para que as pessoas se dêem conta de que ninguém pode pensar por elas, de que apenas elas são actores e donos do seu próprio destino, autores da própria história. Ela reclama o desassossego, o bulir com as ideias feitas, a necessidade de agir, mesmo com a palavra, de mudar a vida, mudando de vida. Defende a liberdade como vivência, que a liberdade não pode ser encarada como uma filosofia, nem sequer uma ideia, mas um momento de consciência. Apregoa a liberdade nas sua várias tonalidades, na consciência e alegria da alteridade do outro, no acto de fazer o outro existir. Percebe e reage à sujeição dos valores da liberdade de informação, à perversão do liberalismo e neo-liberalismo selvagens que tomando conta de todas acções políticas e económicas vão matando a humanidade existente no ser humano. Indigna-se com a injustiça, com as guerras que deflagram a todo o momento e defende uma ética de memória e de responsabilidade; a capacidade de sermos capazes de ter o pensamento nas vítimas da história e o dever de não esquecer. Daí a necessidade de redesenhar os caminhos do ser no tempo, de revalorizar o pensamento, e ver se a par de todo o cotejo das vítimas ainda é possível descobrir a esperança. Suportados pela esperança e para mantermos viva a sua memória tivemos o cuidado de incluir pequenos extractos do seu pensamento nas páginas iniciais deste livro, estimulando a curiosidade e lançando como que um convite ao estudo e aprofundamento do seu pensamento. Depois pedimos aos seus amigos que nos dessem um testemunho das suas vivências com MLP. Não vou falar da qualidade literária dos textos, que é enorme, mas dizer apenas que todos os depoimentos foram escritos com as palavras certas, aquelas que surgem no papel vindas directamente do coração. Fazendo uma referência breve aos depoimentos, inicio com José Saramago que nota como ela faz falta ao país, a este país que não sabe acarinhar aqueles que não são “alinhados”, aqueles que não têm moldura onde se encaixar. Esta ideia é também reforçada por Lídia Jorge que afirma que o que mais admirou em MLP foi a sua “impetuosidade e o desalinhamento”; aquela pessoa que reage e actua em relação aos factos que presencia, aquela que diz palavras subversivas e de inconformismo, que incomodam os acomodados. Também estes factos são sublinhados por Luís Moita quando refere que o Estado português nunca soube aproveitar as suas capacidades, pelo contrário desaproveitou-as e quase a esqueceu. Luís Moita ainda a evoca a “um ritmo ternário”: na sua experiência cristã, na acção política, e no compromisso internacional. MLP partiu de uma experiência cristã, envolveu-se na acção política e desabrochou na acção mundial. Esta sua acção internacional é também testemunhada por Manuel José Carmo Ferreira que explicita o sentido da expressão usada por MLP “uma sociedade de confiança”. Explica o seu grande desejo era que o relacionamento internacional mais do que entre estados ou povos fosse a constituição de uma sociedade de confiança, que pressupõe, para além do cumprimento dos DH instituídos, mais 3 Direitos: o direito à Paz (pondo a guerra inequivocamente fora da lei – lembro a sua condenação da guerra contra o Iraque); o direito à Pátria (cada um poder realizar uma verdadeira relação de pertença, de se sentir em comunidade -aqui lembrava emocionada a situação do povo palestiniano); por último, o direito a um património comum da humanidade (património referido não só ao passado mas essencialmente em relação ao futuro, ao direito ao futuro). Esta crença no futuro é também realçada por Maria João Seixas quando diz que MLP desenhou o futuro com as mais justas e belas cores e por Marcelo Rebelo de Sousa quando afirma que MLP como cristã apostava no futuro e encarava a Utopia como o caminho para ultrapassar as dependências e alienações do presente, por isso o seu ecumenismo consciente pela procura de espaços de entendimento com as pessoas, com nome e com rosto, na situação concreta. É igualmente nesta linha de ser cidadã universal e ecuménica, na procura da concretização da Utopia, que Hélia Correia, não sendo cristã, encontrou uma companheira espiritual, lembrando que a espiritualidade era em MLP acção e que toda a sua acção era espiritualidade. Referindo-se à candidatura de MLP à presidência da República afirma: “estivemos muito perto de atingir a Utopia e nunca a Utopia teve um rosto e um sorriso como o dela”. Segundo ainda Hélia correia, “essa mulher sobressaltou o pensamento português” pois desejava efectivamente que a par da democracia representativa, a democracia participativa se tornasse realidade. Esta matéria foi bem defendida por Nuno Teotónio Pereira que apelou às acções de cidadãos organizados bem como por Rui Oliveira quando declara com MLP que a intervenção cidadã tem de ser quotidiana e não apenas no momento do voto. Teolinda Gersão realça a mulher pragmática e de acção. Para ela, passar do campo das ideias e das palavras à acção concreta, ao trabalho de campo e ao serviço público, era a sua verdadeira maneira de ser, aspectos esses também realçados por Maria Vitória Vaz Pato que ainda foca o interesse vivo de MLP pela novidade. O sentido de missão, de entrega ao outro, da luta pela dignidade dos seres humanos, aliados à sua irreverência e ousadia, com a noção de que a democracia existente ainda é imperfeita, são ideias reforçadas por António Ramalho Eanes e também por Fátima Grácio quando exprime a necessidade e a pressa que MLP sentia em lançar os fundamentos da “Fundação Cuidar o Futuro”. Ela sabia que através da Fundação poderia desenvolver iniciativas e programas que reflectiam muitas das preocupações e causas que defendeu durante toda a vida: a construção de um ser humano interventivo e de uma democracia nas suas diversas vertente de cariz político, social, económico e cultural mas, acima de tudo, baseada na ética da justiça, da responsabilidade, dos direitos, do cuidado e na força da mudança. Esta arte de mudar no sentido da justiça e da liberdade está intimamente ligada à arte de cuidar, no dizer de Guilherme de Oliveira Martins, dois planos estruturantes para MLP, que entendia o poder das mulheres como força social e mobilizadora de toda a humanidade, para um novo contrato social. É sobre esta mulher inteira, atravessada por convicções e dúvidas fortes, dedicada a grandes causas que Isabel Alllegro de Magalhães evoca. A sua forma de pensar as questões da mulheres, entrelaçando a libertação das mulheres com a libertação sócio-política, recusando a noção de igualdade e depois a da paridade, em nome de uma nova diferença assente no reconhecimento de uma cultura própria das mulheres e numa subjectividade feminina em exercício. Francisco silva Alves também enfatizou esta questão da política ter nuances novas com MLP, por ser uma política pensada no feminino, por isso possivelmente mais sensível e mais humana. Maria do Céu Guerra, Elsa de Noronha, José Fanha, Francisco Fanhais e Rui Sequeira usaram as palavras poéticas e as dos poetas para falarem de MLP. João Lavinha focou, entre outros aspectos, a obrigação da Abril, como imperativo social e político, em valorizar o legado cívico de MLP, em levar para diante o seu testemunho no aprofundamento e aperfeiçoamento da Democracia participativa. Nós, Associação Abril, estamos empenhados e empenhadas em fazer germinar o seu legado em todas as frentes, onde for necessário e oportuno. Para já queremos responder-lhe com Leonardo Boff quando diz: “…ensina teus passos/o caminho dos sonhos…/vives o tempo da coragem/ a música do risco…/ o tempo te desafia clamando! E roubando uma imagem que alguém utilizou para com o Zeca Afonso dizendo que ao morrer se transformou numa estrela da constelação da Utopia, acho que também MLP lá está, estrela dessa constelação, a mostrar-nos o caminho, tal como Eduardo Galeano tão bem descreveu e nós gostaríamos de seguir. E diz assim:

“ A utopia está lá no horizonte, Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a Utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” .

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Visitas - Companhia das Lezírias

No dia 20 de Julho organizámos uma visita, à Companhia das Lezírias e ao Museu do Neo-realismo em Vila Franca de Xira, denominada "A natureza e a cultura são o nosso melhor destino". Juntámo-nos, amigos, amigos de amigos, associados, num grupo de 41 pessoas e fizemos uma incursão por esses dois mundos que se entrelaçam numa cumplicidade sempre presente: pelo mundo natural, onde se alia a nova tecnologia com o que é genuíno e de qualidade, e pelo mundo intelectual, com a informação disponibilizada num Museu virado para as pessoas que passam ou que entram, que respeita o passado patrimonial mas também é moderno, interactivo e aberto à inovação. Houve ainda lugar a um pequeno debate liderado por Victor Barros, depois de um almoço delicioso, em que se discutiram aspectos que são preocupação comum, tais como as questões ligadas aos produtos biológicos, aos geneticamente modificados aos agro-commbustíveis, ao nuclear. Segue um pequeno apanhado fotográfico que documenta alguns momentos dessa viagem tão agradável e gratificante.
A visita à C L foi conduzida pelo seu Director, Eng. Vítor Barros.

Apreciando as vinhas que dão o bom vinho da Companhia; O montado. Gado bovino autóctone português. Produção de carne biológica e carne enriquecida com Ómega 3

Os arrozais: arroz carolino da tradição portuguesa;

O belo cavalo lusitano;

Depois de um excelente almoço no restaurante concessionado pela C L, A Coudelaria, debruçados sobre o mapa;

Que se passa hoje com a agricultura? A escassez dos alimentos, os bio-combustíveis...

E o Museu do Neo-Realismo em VFX, aqui tão perto! Visita guiada pelo seu Director, Dr. David Santos.

Fizemos a festa de Abril


O Arraial do 25 de Abril aconteceu mais uma vez no Largo do Carmo, apesar das dificuldades, apesar das incertezas em relação aos apoios.
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Mas há sempre aqueles que resistem, os incondicionais amigos que estão sempre presentes com a sua militância, que nos dão força e nos impelem a prosseguir. Para eles e para nós, o 25 de Abril, apesar de ter aberto as portas para a Democracia, ainda mantém algumas portas por abrir. Por isso, passados 34 anos, para que a Democracia se possa exercer plenamente, é necessário continuar a lembrar as promessas de Abril e lutar pela sua concretização.
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Por outro lado, torna-se interessante constatar que esta Festa, que organizámos pelo 5.º ano consecutivo, já é reivindicada por muitas pessoas, jovens e menos jovens que, nesta noite de 24 para 25 de Abril, estão habituadas a passar pelo Largo do Carmo para comemorar essa data tão significativa para todos nós. Já está a tornar-se “tradição”…recente!
Aos participantes, que foram muitos, (pena o Largo ser tão pequeno!), aos grupos e associações presentes, àqueles que animaram o palco com os seus vários talentos, o nosso agradecimento, pelo apoio, pelo carinho, pelo civismo, pela solidariedade.
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Assim, mais uma vez, para que a memória não esqueça, mesmo contra o vento, lançámos a nossa barca no mar da esperança e da luta e festejámos em alegria o Abril do “nosso contentamento”, “na praça, na rua, a rodos”, desejando que seja “Abril de sol que nasce para todos!”
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Viva o 25 de Abril, sempre!
Até para o ano!
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