Lembrar Gaza

A Associação Abril, solidária e apoiante da iniciativa, apela aos seus associados para participarem nas actividades de evocação e repúdio do massacre de Gaza.

"Lembrar Gaza"
PROGRAMA

Data: 4ª feira, dia 13 de Janeiro 2010
Local: Livraria Ler Devagar
Horário: 21H30
- NOITE DE DANÇA, TEATRO E POESIA PARA EVOCAR GAZA

- "Na queda do chumbo" pelo grupo Gestos - Dança Contemporânea
- "Sete Crianças Judias"
Texto de Caryl Churchill
Tradução e Direcção de Bruno Mendes
Actores/Actrizes - André Sobral, Bruno Mendes, Helena Miguel, Lígia
Santos, Marta Jorge, Rita Caeiro e Rita Costa.

- Conversa/debate com o director e actores/ actrizes
- Leitura de poesia - "21 Haikus sobre Gaza" por David Rodrigues;
“De Lisboa para Gaza” por Alan Stoleroff; e poemas em árabe lidos por
Shahdwadi

Data: domingo, dia 17 de Janeiro 2010
Local: Voz do Operário
Horário: 15 horas
- DOCUMENTÁRIO - “To Shoot an Elephant”
de Alberto Arce e Mohammad Rujailah
O dia 18 de Janeiro de 2010 representa o primeiro aniversário do fim do bombardeamento da Faixa de Gaza por Israel. Um ataque que começou a 27 de Dezembro de 2008 e durou até 18 de Janeiro de 2009, e no qual 1,412 Palestinos perderam as suas vidas. O documentário "To shoot an elephant" é um relato testemunhal a partir da Faixa de Gaza do que ocorreu durante esses dias. Esta narração directa e privilegiada torna-se num instrumento com o qual podemos confrontar a propaganda Israelita e o silêncio da comunidade internacional sobre o que realmente aconteceu. Pelo seu valor como testemunho da população civil, "To shoot an elephant" tornou-se um relato legítimo que conta o que realmente ali aconteceu. É um retrato insubstituível do que os meios de comunicação social tentam esconder, uma excepcional banda sonora a ser ouvida por aqueles que vivem sob o controle Sionista... fragmentos de realidade a mostrar como a vida é numa guerra onde não há possibilidade de escapar.

- Conversa/debate com José Manuel Rosendo jornalista da Antena 1

Data: segunda-feira, dia 18 de Janeiro de 2010
Local: Largo de S. Domingos, em Lisboa
Horário: 18 horas

- CONCENTRAÇÃO
Para evocar o massacre de Gaza!
Para exigir o fim do cerco ilegal a Gaza!

A iniciativa "Lembrar Gaza" é promovida por diversas organizações e personalidades e tem como finalidade relembrar e repudiar a ofensiva militar israelita a Gaza, que decorreu entre 27 de Dezembro de 2008 e 18 de Janeiro de 2009.

ACUSAMOS o Estado de Israel, as suas Forças Armadas e o seu Governo
Com base nos relatórios da situação de Gaza por organizações de direitos humanos, tais como Amnesty International, Palestinian Committee on Human Rights, Human Rights Watch e International Committee of the Red Cross e, especificamente, o “Relatório Goldstone” produzido para o Human Rights Council da ONU,

Perante o país e o mundo,

ACUSAMOS o Estado de Israel, as suas Forças Armadas e o seu Governo:

• de graves violações do direito internacional humanitário, de direitos humanos e de guerra contra o povo palestiniano de Gaza, no decorrer da operação militar denominada “Chumbo Fundido”, entre 27 Dezembro de 2008 e 18 de Janeiro de 2009;

• de graves crimes contra a Humanidade pelo castigo colectivo deliberadamente concebido e imposto sobre o povo palestiniano com o bloqueio de Gaza.
Perante o país e o mundo,

• apelamos ao apuramento das responsabilidades pelos crimes de guerra e pelos crimes contra a humanidade

• e exigimos o levantamento do cerco ilegal a Gaza.

Lembrar as mais de 350 crianças que foram mortas durante o massacre

Criança da Palestina

"Pai, olha para mim. Sou o Ahmed. Porque estás a dormir? Não ouves o barulho das bombas, nem vês o brilho do fogo? Está tudo a arder, pai, tenho medo! Pai, acorda! Acorda e conta-me uma história. Aquela história que a mãe contava antes daquilo acontecer. Lembras-te da mãe? Ficou com os olhos muito abertos de espanto, depois de me gritar para fugir. Eu fugi pai. Depois eu chorava e tu choravas, mas não conseguiste fechar-lhe os olhos. Foi ontem, pai ,que a mãe ficou a olhar para mim? Eu fugi, pai, mas agora estou aqui. Onde é que estou, pai? Tu estás a dormir, pai? Os gritos não te acordam? Pai, tenho medo. Conta-me aquela história de quando eu for grande. Lembras-te da mãe? Dos olhos tristes da mãe, enquanto sorria a contar-me a história? Pai, estou com frio. Abraça-me e deixa-me deitar a cabeça no teu colo. Tenho tantas coisas na minha cabeça...vejo os sorrisos da avó, a mãe a dar beijos no mais pequeno e tu a beberes água da fonte e a água a escorrer-te pelas barbas e eu a jogar à bola e a rir com os meus amigos. Tantas luzes na minha cabeça, pai ! Mas agora quero aquela história da Paz quando eu for grande. Lembras-te? A mãe ensinou-me a escrever essa palavra e disse para escrever as letras abraçadas e colocar na janela para toda a gente ver. Disse também para pintar uma flor mas eu pintei uma bola com muitas cores. Ela gostou da bola e disse que parecia o mundo. E depois disse que essa palavra pequena era a maior do mundo. Como eu era para a mãe. Eu era pequeno mas era grande como o mundo. Pode ser, pai? Mas o mundo é pequeno como a bola e grande como eu para a mãe? O que é o mundo pai? A mãe esqueceu-se de me explicar. Posso jogar a bola com o mundo e brincar à paz? Posso ir à escola no mundo e aprender a escrever mais letras abraçadas? Quero ir ter com o mundo pai. A mãe dizia que eu era o mundo dela. Deve estar lá à minha espera. Pai, eu sou o Ahmed. Acorda! Também sou o teu mundo? Deixa-me deitar no teu colo para ver melhor aquela estrela. Ela chama-me pai, será o mundo a chamar? Vou lá encontrar aquela palavra de letras abraçadas que pendurei na janela? Está lá a mãe à minha espera para me levar para nossa casa? Queres vir também, pai? Deixa lá, pai, descansa! A mãe está a dizer que vai contar-me a história toda de quando eu for grande..."

Lisboa, 13/01/2010_Guadalupe M.P.

VIGÍLIA

27 de Dezembro das 15h às 19h
à frente da Embaixada de Israel


Para evocar o massacre de Gaza!
Para exigir o fim do cerco ilegal a Gaza.


Para apelar ao apuramento da responsabilidade pelos crimes de guerra e crimes contra a Humanidade!

Para exigir o levantamento do cerco ilegal a Gaza!

No dia 27 de Dezembro de 2008, as forças armadas do Estado de Israel desencadearam um assalto militar em larga escala contra toda a população de Gaza, após ano e meio de um bloqueio cruel que transformou 1,5 milhão de palestinianos em reclusos nas suas próprias casas.

Os bombardeamentos massivos dos primeiros dias culminaram numa invasão devastadora. Na operação militar “Chumbo fundido” as forças armadas israelitas lançaram fósforo branco sobre zonas urbanas densamente populadas e lançaram fogo a mesquitas, escolas, hospitais, cimenteiras, instalações da ONU, padarias e habitações.

Finda em 18 de Janeiro de 2009, a operação assassinou mais de 1400 palestinianos, a maior parte civis – crianças, mulheres e idosos – e causou ainda milhares de feridos em três semanas de violência desmedida.

Israel invocou auto-defesa como justificação para o ataque contra Gaza e chamou à operação uma guerra, mas, na verdade, foi um massacre!

A consciência do mundo ficou chocada com esta demonstração de força militar desumana.

Passado um ano sobre o massacre, o cerco ilegal a Gaza continua e a ocupação e colonização israelita dos territórios palestinos intensifica-se e não permite ao povo palestino recuperar da destruição.

Não nos podemos esquecer de Gaza!

A Iniciativa “Lembrar Gaza” convoca, por isso, uma vigília, no próximo dia 27 de Dezembro, pelas 15h, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa, para evocar, solenemente, as vítimas e a destruição, os crimes de guerra e contra a Humanidade e exigir o cumprimento do direito internacional e o levantamento do cerco ilegal a Gaza!

Organizações e personalidades subscritoras da Iniciativa Lembrar Gaza

SPGL
CGTP
CPPC
MPPM
Associação Abril
CIDAC
PCP
BE
Colectivo Múmia Abu Jamal
Comitê pela Palestina
Fórum pela Paz e Cidadania
Associação de Estudantes da FCSH
ATTAC
Tribunal do Iraque
Manuel Duran Clemente
Maria do Céu Guerra
Helena Roseta
Miguel Graça
Boaventura Sousa Santos
Paulo Sucena
António Avelãs
Paula Cabeçadas
Alípio de Freitas
Guadalupe Magalhães
Alan Stoleroff
Hélder Costa
Ana Benavente
José Manuel Pureza
José Mário Branco

Jantar/tertúlia "80anos de zeca"


Vieram "mais cinco" e trouxeram outros amigos também. De tal modo que o espaço foi pequeno para acolher tantas vontades de homenagear o Zeca. Alguns ficaram de fora. Com pena deles, pena nossa. Tivemos que prometer outro momento. Quem sabe...é sempre tempo para lembrar!

A sala simples esteve bonita de amigos, de sorrisos esperados e inesperados, de saudades escondidas em iludida indiferença, de conversas antigas a retomar os seus lugares, de abraços há muito desejados, de encontro feliz.

O Zeca de 80anos, amigo maior, no seu silêncio de estrela da constelação da Utopia , libertou cantigas, palavras, pensamentos, memórias e, num momento raro, construíram-se escalas e notas de amizade e de solidariedade.

80 anos de Zeca na sua força e brilho de cometa, que atravessou rápido as nossas vidas, deixou rastos visíveis que falam de desassossego, de inquietação com a apatia, de luta contra a injustiça social e, num clarão de esperança, continuou a apontar os caminhos certos na procura e na crença de que um outro mundo é possível.

E assim aconteceu na noite de 18 de Dezembro, na colectividade Adicense.

VIGÍLIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR

A Associação Abril associa-se à iniciativa da Amnistia Internacional para uma vigília de solidariedade com a activista de Direitos Humanos AMINETU HAIDAR e apela a todos os associados que se mobilizem nesta luta pelo reconhecimento dos direitos do povo Saraui.

convocada pela AMNISTIA INTERNACIONAL - Portugal

Terça-Feira, dia 15 de Dezembro, às 18:30h, frente ao CENTRO JEAN MONNET
Delegação do Parlamento Europeu e da União Europeia
(Largo Jean Monnet, junto à Rua do Salitre, em Lisboa)

Jantar/tertúlia nos "80 anos de Zeca"

(Reeditado)

.
.
CONVITE

Caras e caros abrilistas e amigos:

.A Associação Abril, como subscritora do projecto "80 anos de Zeca" da AJA Norte e respondendo ao lema do seu plano de actividades para o próximo biénio, "A Cultura do Desassossego", vai organizar uma actividade à volta desta incontornável personalidade que, mais do que ninguém, cultivou uma desassossegada forma de estar na vida.
A sua enorme inquietude, espírito de solidariedade e amor pela liberdade colocaram-no sempre ao lado dos desprotegidos, dos que não tinham voz e por isso utilizou a cantiga como arma para despertar consciências, denunciar injustiças, provocar a reflexão e conquistar assim pessoas para o seu ideal de um mundo mais justo e solidário.

Com este encontro queremos homenagear o enorme talento do cantautor mas também o homem de grande humanidade que partiu tão cedo do nosso convívio. Juntaremos amigos, companheiros de estrada e admiradores do Zeca num especial momento de convívio e partilharemos testemunhos, música, poesia e tudo o mais que a amizade e a saudade despertarem em nós.

Para tal propomos que participem num Jantar de Convívio, em jeito de tertúlia, no dia 18 DE DEZEMBRO, na Colectividade ADICENSE, na Rua de S. Pedro, nº 20 (Junto ao Museu do Fado), primeira rua à esquerda, prédio com portas vermelhas, logo no inicio da rua).

Estarão disponíveis para venda discos do Zeca e de tributo à sua memória, livros, posters e pins. Poderão constituir excelentes prendas de Natal e ajudarão a conservar a sua memória entre os jovens e aqueles que menos o conhecem.

Já dirigimos o convite a cantores e amigos destas andanças tendo tido a confirmação da presença de Adelino Gomes, Diana Andringa, Camilo Motágua, Francisco Fanhais, Janita Salomé, José Fanha, Luanda Cozetti, Mário Tomé, Viriato Teles, Vitorino, entre outros, dos quais esperamos confirmação.

O preço da inscrição para o Jantar será de 18 Euros

e a hora para o encontro às 20.00 horas

Estamos certos de que apreciarão esta homenagem e o seu significado para a nossa Associação, pois constitui um contributo especial nas celebrações que durante todo o ano comemorativo tem vindo a relembrar o nosso grande cantor e a manter viva a sua presença entre nós.

Aguardamos a vossa adesão, e desejamos a todos Festas Felizes.

A Presidente da Comissão Coordenadora

Guadalupe Magalhães Portelinha

PS: Solicitamos resposta até ao dia 16 de Dezembro, no máximo, para este email ou para alipiodefreitas@gmail.com , ou para tms. 966785119 / 962505797 (Alípio)

.

Visita Cultural a Setubal

Mais uma visita que a Abril organizou e que nos encheu de satisfação e enorme realização pessoal. Tivemos por companhia a Cultura nas suas várias nuances. Começámos pelo maravilhoso Convento de Jesus, passámos por uma bela exposição de pintura da autoria do Morgado de Setúbal e continuámos desfolhando páginas da poesia de Bocage e a reflectir sobre a sua figura controversa até chegarmos ao Museu do Trabalho , onde assistimos a um momento único de cumplicidades entre a comunidade e o Museu, numa simbiose espontânea ao som da concertina, sob o signo das "cartografias da memória", integrada nas tarde culturais organizadas pelo Museu.

Coincidência feliz termos iniciado o nosso programa de actividades com esta visita a Setúbal, terra por onde têm passado, vivido ou nascido, poetas, músicos, escritores, pintores que se inscreveram nesta luta de bulir com o quotidiano, de alertar consciências, de construir utopias: lembro apenas Bocage, Giacometti e Zeca Afonso.

Foi a primeira incursão naquilo que denominámos como objectivo único do nosso plano de actividades base para estes dois anos - a cultura do desassossego - e aqui, no Museu, vivemos um momento de real inquietação, de questionamento, de reflexão sobre o papel de cada um de nós na comunidade em que se insere. Entendemos também o desassossego que nos provoca este novo conceito de museologia, que exige dos cidadãos uma nova atitude, tornando-os protagonistas da própria história, obrigando-os a escrever no presente como o passado se pode amarrar mas também projectar no futuro.

Interessante ver como os caminhos da arte se podem cruzar de uma forma maior com os da cidadania, da democracia participativa, da defesa dos valores fundamentais e com a preservação da memória. Porque a memória é um bem colectivo e como tal deve ser nacionalizada, partilhada por todos e inscrita nas cartografias da nossa consciência social, na construção da nossa identidade. Essa memória ancorada em vários portos de abrigo do nosso ser colectivo, sem se apagar nem esquecer, antes valorizar e contribuir para o conhecimento e a compreensão do passado e do presente permitindo imaginar o futuro.

Um pequeno resumo descritivo dos lugares e fotografias ilustrativas da visita:

Igreja Convento de Jesus de Setúbal

A Igreja do antigo Convento de Jesus de Setúbal é um dos grandes tesouros da região, constituindo um dos principais monumentos do estilo Manuelino em Portugal,.O edifício do Convento de Jesus foi fundado em 1490 pela ama do rei D. Manuel I, Justa Rodrigues Pereira. O Rei D. João II manda ampliar o projecto, entregando-o ao famoso arquitecto Diogo Boitaca em 1494, e em 1496 era já ocupado pelas Freiras Clarissas, tendo sido finalizado por volta de 1500.

A Igreja Gótica apresenta um interior sumptuoso, e foi o primeiro ensaio no País de uma “igreja salão”, conferindo uma unidade do espaço, com as três naves abobadadas à mesma altura, permitindo uma iluminação uniforme do interior. A Igreja é famosa pelas suas belas colunas torsas feitas em brecha (uma pedra típica da Serra da Arrábida) que sustentam as abóbadas.

No tecto estão presentes nervuras espiraladas que viriam a ser um dos grandes marcos do estilo.




-
.
Casa de Bocage - Galeria Municipal de Artes Visuais

Neste edifício nasceu, a 15 de Setembro de 1765, o poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage. No último quartel do século XIX foi doado à Câmara Municipal de Setúbal pelo francês Edmond Bartissol, que o tinha adquirido em 1887.

Este espaço museológico tem, em exposição permanente, peças de arte e livros do Museu de Setúbal/Convento de Jesus e documentos da Biblioteca Pública Municipal de Setúbal que retratam a figura e obra de Bocage. Em complemento, existe uma cenografia de uma sala, onde uma figura de Bocage se encontra sentada. No primeiro andar, está instalado um Centro de Documentação Bocagiano, ligado, pela internet, a bibliotecas e centros de estudo.



-

.
Museu do Trabalho Michel Giacometti

Instalado numa antiga fábrica conserveira, do seu espólio constam centenas de instrumentos musicais, fotografias, recolhas de literatura popular e de instrumentos e materiais ligados ao trabalho rural.

As actividades marítimas, pesqueira e salineira (intimamente ligada à indústria de conservas), são pontos altos da exposição.

O Museu do Trabalho Michel Giacometti caracteriza-se por ser um verdadeiro espaço vivo, pelas suas características e pela relação que estabelece com os seus visitantes.

Durante todo o ano, o Museu promove diversas actividades. Para além da visita ao Museu, aos seus espaços e espólio, o grande público tem ainda disponíveis Tardes Interculturais, com música, dança, gastronomia, entre outras iniciativas, a decorrer nos últimos sábados de cada mês.

O Museu disponibiliza ainda para o público escolar animações no espaço do Museu e no espaço da Casa Bocage, intituladas E se o lobo aparece… e Bocage apresenta-se aos mais novos.

Este espaço museológico inovador abriu as portas pela primeira vez em 1987, tendo ganho diversos prémios.

Assembleia Geral e Plano de Actividades

A Abril realizou no dia 26 de Novembro a Assembleia-Geral eleitoral, tendo sido eleitos para os corpos sociais para o biénio, Novembro de 2009-Novembro de 2011, os seguintes elementos:

ASSOCIAÇÃO ABRIL
ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL

26 DE NOVEMBRO, 2009
LISTA A

ASSEMBLEIA -GERAL
JOÃO LAVINHA
ALÍPIO DE FREITAS
MARIA HELENA MONTEIRO

CONSELHO FISCAL
TÍLIA FONSECA
MARGARIDA DUQUE VIEIRA
FRANCISCO SILVA ALVES

COMISSÃO COORDENADORA
GUADALUPE MAGALHÃES PORTELINHA
ANA MERCEDES STOFFEL FERNANDES
RUI LOURENÇO AMARAL DE ALMEIDA
MARIA ANÁLIA GOMES
MARIA LUSITANA LEITÃO

A Comissão Coordenadora eleita apresentou o seguinte plano de actividades:
.
PLANO DE ACTIVIDADES
Novembro de 2009 – Novembro de 2011
.
Este plano de actividades projectado para dois anos, é global e flexível na sua apresentação, sendo esta proposta de actividades a desenvolver fiel aos objectivos de conhecer, dinamizar e intervir que sempre nortearam a Associação ABRIL, nomeadamente os relacionados com as vertentes política, social, cívica e cultural.

Contudo, propomos um plano de intenções sem definição objectiva de conteúdos, na medida em que os eventos a organizar podem surgir devido a vários factores tais como: condicionantes dos acontecimentos do mundo ou do país; adequação temporal (mais a um ano do que a outro); disponibilidade de recursos humanos, materiais ou físicos.

As actividades que nos dispomos a desenvolver durante o próximo mandato terão como lema “A cultura do desassossego", pois pensamos que um programa baseado neste tema representa intrinsecamente o que nós queremos para a Abril, não só porque vai ao encontro dos seus grandes objectivos, mas também porque expressa as nossas opções em relação à realidade que nos rodeia. Pretendemos, pois, suscitar a reflexão, o debate, o esclarecimento e a aquisição de conhecimento e de saber, numa perspectiva de inconformismo, de participação e intervenção cívica no nosso quotidiano.

Como cidadãos atentos, pretendemos organizar actividades, mesmo que não programadas, desde que tenham justificação política ou social e consideremos pertinente uma reflexão sobre determinado momento da actualidade pois interessam-nos todas as questões que se prendem com os seres humanos, numa perspectiva de direitos e de deveres, conjugados com o exercício de uma cidadania activa e interveniente no mundo globalizado em que vivemos, convencidos que estamos de que a opinião pública é uma base importante na legitimação da democracia, nomeadamente da democracia participativa.

Assim, este projecto irá levar-nos a visitar museus, exposições, lugares de memória, usufruir da natureza, organizar debates, conversas de fim de tarde e tertúlias, colaborar com escolas e outras organizações, sem esquecer Abril, no Largo do Carmo.
  • 1. Começando por esta última actividade que já é uma tradição e se identifica com a Associação Abril – o ARRAIAL comemorativo do 25 DE ABRIL – que tem lugar no Largo do Carmo, organizaremos o 7.º e 8.º Arraiais do 25 de Abril, mantendo as suas características já conhecidas: a presença de várias Associações com mostra de gastronomia nacional e internacional, a música e a dança e algumas novidades, uma vez que fizemos uma candidatura formal à CML, no âmbito de um programa de apoios, a conceder a projectos propostos por Associações, por parte da CML.

    2. Organizaremos com as escolas iniciativas sobre o 25 de Abril, a cidadania, o ambiente, a paz, o racismo e outras, em que tentaremos imprimir uma componente educativa e pedagógica ao abordar um nível etário mais jovem, no sentido de contribuirmos para a formação de seres humanos mais esclarecidos e mais intervenientes. Para tal, pensamos fazer uma candidatura à FCG, designadamente para apoio à actividade sobre a Revolução dando especial ênfase aos valores que o 25 de Abril representou.

    3. No tema “visitas” propomos para cada ano: três visitas a museus/exposições; duas visitas ao património histórico, cultural e natural, em que para além da valorização e satisfação individuais, privilegiaremos o sentimento convivial e as relações inter-pessoais.

    4. Nos encontros da Abril para falar sobre temas da actualidade que poderão tomar a forma de debates, conversas de fim de tarde ou tertúlias, pensamos organizar pelo menos quatro sessões, em que destacamos o tema dos ideais republicanos, no ano em que se comemora o centenário da república; o tema sobre o papel da comunicação social na formação e consciencialização dos cidadãos e até dos próprios jornalistas, abrangendo assim as componentes de intervenção política, social e cívica.

    5. Colaboraremos e participaremos com outras entidades na organização de eventos que se enquadrem em aspectos culturais, políticos ou sociais, nomeadamente nos movimentos de solidariedade, de luta pela paz, de conservação da memória, defesa da justiça social e protecção da natureza.

    6. Finalmente, pensamos continuar com a nossa vocação de acolhimento e apoio a novas Associações e disponibilizar o espaço da sede para o lançamento de livros, discos, passagem de filmes, etc.


Nota: Até final do ano já estão objectivamente programadas duas actividades:

  • a primeira realiza-se em 28 de Novembro e será uma Visita Cultural a Setúbal, conforme programa já divulgado;
  • a segunda, marcada para Dezembro, trata-se de um lanche ajantarado ao jeito de tertúlia com depoimentos, música e poesia, que, para além de festejar o Natal, será integrada nas comemorações do projecto "80 anos do Zeca Afonso", sob o lema "Neste Natal, ofereça Zeca".

Visita cultural a Setúbal

CONVITE

Visita cultural a Setúbal, sábado, dia 28 de Novembro

Associad@s da ABRIL, amigas e amigos:

Está na hora de retomarmos as nossas actividades, pelo que vimos convidar-vos a participar num encontro especial, não só de convívio e de lazer mas também de aprendizagem.

Hoje, vimos pois convidar-vos para um programa dedicado ao papel dos museus no desenvolvimento local, através de uma visita a Setúbal e a alguns dos seus espaços culturais, numa iniciativa conjunta da Associação Abril, do MINOM – Movimento Internacional para uma Nova Museologia - e do Museu do Trabalho Michel Giacometti.

Para tal, seremos acompanhados por especialistas em Museologia, que nos falarão sobre as recentes mudanças no comportamento dos museus, no seu esforço por valorizar e divulgar o seu património e, ao mesmo tempo, integrar-se na comunidade.

Um almoço que promete ser delicioso, não só pelo convívio mas também pela gastronomia, será o intervalo de duas iniciativas que nos apresentarão as novas faces dos museus e uma nova tipologia, denominada - Museu Social – em que se promove a participação dos cidadãos no desenvolvimento da vida cultural dos locais em que habitam.

Realizaremos esta visita no dia 28 de Novembro, sábado, conforme programa que se segue:

9.30h – Saída de autocarro de Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa);

10.00h – Chegada ao Convento de Jesus em Setúbal;

10.30h
– Início da visita, acompanhados pelo Professor Fernando Antonio B. Pereira que nos explicará a evolução dos trabalhos de restauro e de construção do futuro museu;

12.00h – Visita à Casa Bocage;

13.00h – Almoço de convívio;

15.00h – Chegada ao Museu do Trabalho “Michel Giacometti” e participação na iniciativa “Tardes interculturais” subordinada ao tema Cartografias da Memória, que inclui uma Mesa Redonda de Debate sobre a investigação participada e a função social dos museus, com a intervenção de especialistas portugueses e estrangeiros.

17.30h – Visita ao Museu acompanhados pela sua directora, Isabel Victor e Beberete final de convívio.

19.00h – Regresso a Lisboa

Preço com tudo incluído: 25€

Contamos com a vossa participação e divulgação entre os amigos e conhecidos.

Agradecemos a vossa resposta até ao dia 24 de Novembro.

Com as melhores saudações associativas e a amizade de,

Guadalupe Magalhães Portelinha
(Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril)

Assembleia Geral da ABRIL

Convocatória

Nos termos da alínea a) do nº 1 do artigo 11º e para os efeitos do nº 1 do artigo 9º do Regulamento Interno, convoco uma sessão ordinária da Assembleia Geral da ABRIL – Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento para o próximo dia 26 de Novembro às 18h30 na sede com a seguinte Ordem de Trabalhos:
  • 1. Informações.
  • 2. Eleição dos órgãos da Associação (Mesa da Assembleia Geral, Comissão Coordenadora e Conselho Fiscal) para o período 2010-11.

Lisboa, 05 de Novembro de 2009

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
João Lavinha

Debate sobre Eleições Autárquicas


Convite

Debate: "A participação dos cidadãos na gestão da cidade"

Dia 06 de Outubro 2009, às 19.00h, na sede da Abril


Cara/os amiga/os e associada/os:

Como é do vosso conhecimento a Associação Abril no âmbito dos seus objectivos e do seu plano de actividades, prevê a promoção de debates sobre temas de interesse actual, nomeadamente de cariz político.

Em 2005 organizámos uma sessão com os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa que foi bastante bem sucedida, pelo que achámos que seria interessante repetir essa experiência em 2009, de modo a suscitar o esclarecimento sobre os programas de cada candidato e despertar o envolvimento das pessoas na causa pública, no sentido da promoção da democracia participativa.

Assim, convidámos os diferentes candidatos não só para a apresentação das linhas gerais de cada candidatura, em que deverão salientar os aspectos mais relevantes, mas também esclarecer qual seu ponto de vista relativamente ao papel e nível de participação que os cidadãos poderão desempenhar na vida da Autarquia.

Mais uma vez contamos com o vosso apoio e participação.

Com as melhores saudações associativas.

A Presidente da Comissão Coordenadora da Abril
Guadalupe Magalhães Portelinha

P.S. Os candidatos poderão fazer-se representar no debate.
.
Presenças já confirmadas:
.
Unir Lisboa: Manuel de Brito
Lisboa do lado dos cidadãos: Pedro Soares
Viver melhor em Lisboa: Manuel Figueiredo
Lisboa com sentido: Manuel Falcão
..
Debate moderado por: João Lavinha


"80 anos de Zeca"

A ABRIL, como é evidente, não podia deixar de subscrever o Manifesto e apoiar a divulgação de um projecto que nos é tão caro:

“O projecto “80 ANOS DE ZECA” já pode ser consultado em http://80anosdezeca.blogspot.com/.
Este “blog” será mais um importante instrumento na divulgação desta ideia até agora subscrita por 44 entidades, permitindo ainda, a quem o queira fazer, aderir expressamente ao MANIFESTO.
Entrem e dêem opinião.
Saudações Solidárias,
AJA Norte”

Marinho e Pinto na ABRIL

Durante duas horas e meia, Marinho e Pinto explanou e respondeu a questões acerca do seu entendimento sobre o estado da Justiça em Portugal, perante uma sala cheia de gente interessada em o ouvir.

Entre outras matérias, foi muito crítico relativamente ao facto de haver um Órgão de Soberania que passou automaticamente duma situação de ditadura para uma democracia sem alterações; que não é minimamente escrutinado nem supervisionado, exercendo um poder absoluto segundo o seu restrito critério; poder esse, em grande parte, exercido por juízes saídos quase directamente da Faculdade sem que já tenham adquirido a idade e maturidade necessária à importância da sua acção; e que permanecem na magistratura ao longo de toda a sua vida profissional progredindo segundo um padrão meramente corporativo.

Falou também do arrastar dos processos sem decisão, tornando a justiça inoperante, o que na prática, conduz ao poder dos mais fortes sobre os mais fracos. Daí o descrédito generalizado na justiça.

Tem norteado a sua acção de acordo com princípios que defende intransigentemente - liberdade, justiça e solidariedade.

"Conversas de fim de tarde", na Abril.

Convite

Debate sobre a Justiça em Portugal
com Marinho e Pinto

Caros amigos e associados:

Dando continuidade ao propósito de tratar temas da actualidade nas nossas "Conversas de fim de tarde", vimos propor-vos, desta vez, o tema da Justiça, matéria que muito nos preocupa, dado os complexos e, muitas vezes, estranhos e ínvios caminhos que tem tomado no nosso país.

Como destacámos em cima, o debate tem como conferencista o Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Marinho e Pinto, cuja intervenção certamente contribuirá para a formação de uma opinião mais esclarecida, visando ainda o aprofundamento de uma democracia participativa e de uma cidadania activa, pelas quais nós pugnamos, não só enquanto pessoas mas também enquanto Associação.

Assim, contamos convosco no dia 28 de Julho, terça-feira, às 18.00h, na sede da Associação Abril ( R. de S. Pedro de Alcântara, 63 – 1ºdto-metro Chiado).

Tragam amigos e divulguem pelos vossos contactos.

Um abraço amigo,

Guadalupe Magalhães
( Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril)

Homenagem da Abril a Palma Inácio

Na luta pela memória, a Abril transcreve um pequeno texto de Alípio de Freitas sobre Palma Inácio, fazendo das suas as nossas palavras:

Palma Inácio teria de nos deixar um dia destes. Era inevitável. Mas quis fazê-lo num dia muito especial, 14 de Julho, aniversário da tomada da Bastilha pelo povo de Paris. Mais uma surpresa do Palma! Ele era assim!...

Gosto do Palma Inácio e admiro-o por muitas razões. Ele ousou lutar. Ele ousou vencer. Não se ficou pela mediocridade dos "manga de alpaca". Ele, Palma Inácio, os capitães de Abril e outros poucos que ainda estão aqui, entre nós, e que abriram o caminho ao sonho e quase viabilizaram a esperança. São esses aqueles em quem poder não terá a morte.

Na "Rota do fresco"

Partimos à descoberta das pinturas afresco, no Baixo Alentejo, num grupo de 36 pessoas, extremamente motivadas , mas quase todas elas numa primeira visita a estas capelinhas bem discretas, disseminadas numa paisagem singular que o Alentejo sempre nos oferece: passámos por Portel, S.Cucufate, Alvito.

O dia não estava muito quente , o que se tornou muito agradável e nos permitiu desfrutar da visita com calma e sem esforço, embora em S.Cucufate, no meio das ruínas e do restolho um sol quase abrasador nos tenha visitado por uns momentos, fazendo juz ao tradicional calor alentejano. Mas foi por pouco tempo e logo nos recolhemos nas ruínas frescas e nos surpreendemos com as pinturas quase ingénuas mas tão tocantes, abandonadas pelo tempo e pelos homens.
.
Na capela de Portel, por onde iniciámos o passeio, já nos tinha sido apresentada uma pintura maravilhosa, diferente, de frescos mais elaborados, mais requintados mas também a precisarem de ajuda na sua conservação.
.
Em Alvito apreciou-se um bom exemplo de recuperação das pinturas na capela de S. Sebastião, admirámos a bela Igreja Matriz e o seu fantástico fresco. Passámos depois pelas portas manuelinas, curiosas entradas reais em casa modestas e visitámos as antigas grutas de mós de moinho, que remontam ao século XV. Para terminar o dia, ouvimos um grupo de cante alentejano e saboreámos um gaspacho fresco e um queijo deliciosos, numa taberna típica.
.
Regressámos a Lisboa mais enriquecidos, pois descobrimos um património, para muitos de nós desconhecido, e que precisa de ser visitado para não ser esquecido e deixado ao desinteresse e insensibilidade vigentes. No entanto, ficámos com a sensação, talvez influenciados pelo entusiasmo e profissionalismo da nossa guia, de que também é da responsabilidade de cada um de nós enquanto cidadãos, lutar pela sua preservação e divulgação.
. .