A rota do fresco

Convite
Queridas amigas e queridos amigos: Este ano, vimos propor-vos uma viagem que denominámos “A rota do fresco”, por alguns locais do Alentejo onde ainda se encontra muita pintura afresco. Esta visita, cujo programa segue abaixo, terá lugar no dia 27 de Junho. Esperamos a vossa adesão.
- 8:00 horas –Saída de Lisboa
- Das 10:00 às 12:30 horas
Capela de S. Brás de Portel Ruínas Romanas e Santuário de S. Cucufate (Vila de Frades, Vidigueira)
- Das 13:00 às 15:00 horas Almoço no Restaurante "A Encruzilhada" em Vidigueira (Ementa: entradas regionais, ensopado de borrego, sobremesa regional e fruta, água, vinho e café)
- Das 15:00 às 18:00 horas Igreja Matriz de Alvito Ermida de S. Sebastião Itinerário do Manuelino com visita às portas e janelas medievais Descida às antigas Pedreiras do Rossio
- Das 18:00 às 19:00 horas Lanche-ajantarado no Papa-Borregos, em Alvito, com actuação de Grupo de Cante Alentejano (Ementa: pratinhos regionais, caldo verde, água e vinho)
- 19:30h – Regresso a Lisboa
Preço: 70€ (inclui viagem, refeições, visitas, guia e seguro)

O bloqueio a Gaza

A ABRIL REPUDIA O BLOQUEIO A GAZA E APOIA MÉDICO PORTUGUÊS André Trassa, médico português recém-licenciado juntou-se a uma delegação internacional com o objectivo de forçar a quebra do bloqueio a Gaza.

O contingente foi organizado pela CodePink, uma organização americana de mulheres contra a guerra.
Um grupo de 66 activistas internacionais conseguiu, com imensa dificuldade, entrar em Gaza, depois de ter sido alvo de uma campanha de intimidação pelos serviços secretos egípcios. O contingente de que faz parte André Trassa tem enfrentado enormes dificuldades, mas também manifestações de resistência e de dignidade espantosas. As forças egípcias estão a colaborar com as forças israelitas com o fim de impor um bloqueio total à população de Gaza que dura já há dois anos. Centenas de outros activistas encontram-se acampados em Rafah, impedidos de entrar. Espera-se que o fluxo internacional continue a aumentar, por terra e por mar, para chamar a atenção da comunidade internacional para a desumanidade do bloqueio e contribua para uma mudança de politica.
“É importante que os portugueses se juntem à crescente campanha internacional para pôr o fim ao bloqueio,” disse André Trassa, “o Estado israelita não pode continuar à margem da lei.”
Informação recolhida em: COMITÉ DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA.
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Conversas de Maio, na Abril.

E assim aconteceu… Uma conversa de fim de tarde, no dia 24, domingo, entre as 17.00h e as 20.00h, na sede da Associação, acompanhada por um saboroso chá. Mais uma conversa de fim de tarde como temos denominado estes encontros, este dedicado à Mulher e a Maio, por isso o subtítulo Maio, na Abril, um mês com muita simbologia não só aliada à natureza, às flores, aos frutos que amadurecem, mas também ao trabalho, às lutas reivindicativas por uma sociedade mais justa e solidária. E neste particular, destaca-se a luta das mulheres pela igualdade, por direitos iguais, por salários iguais, contra os diversos tipos de discriminação. E, se na sociedade ocidental, se têm dado passos significativos, em muitos lugares do mundo a mulher continua relegada para um estatuto de ser inferior. Por isso a luta é longa, contínua e continua.
Falou-se de literatura, dessa arte que nos ajuda a compreender a alma humana nas suas mais variadas facetas. Reflectimos com a ajuda preciosa da escritora e poeta catalã Montserrat Cano Guitarte, como a mulher é vista e descrita através dos olhares de poetas e escritores, sendo eles homens ou mulheres, e como o modelo feminino tem evoluído através dos tempos e por esses diferentes olhares. Ouvimos poemas de mulheres, sobre a mulher, pela voz de Elsa de Noronha, moçambicana, declamadora e também ela autora de poesia, no seu jeito de dizer forte e comovido, na sua entrega a uma sensibilidade rara, atenta ao mundo que a rodeia, e que, no final, ainda nos mimou com canções emblemáticas na sua voz poderosa e tocante.
Contámos ainda com a colaboração da artista plástica Lurdes Robalo, portuguesa, com uma longa actividade como pintora e que tem marcado presença em diversas exposições individuais e colectivas, que nos trouxe a sua abordagem do quotidiano, numa paleta de cores, de vida, de flores e de mulheres. Cruzámos, misturámos e partilhámos conversas, temáticas, culturas, sensibilidades, e até sabores. Defendemos causas e pugnámos por uma sociedade que respeite, acima de tudo, os Direitos Humanos. Foi o nosso modo de festejar a Primavera e dar as boas-vindas ao Verão e assim continuarmos a construir a esperança.
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Largo do Carmo, “Largo da Esperança”!

. O Arraial do 25 de Abril aconteceu mais uma vez no Largo do Carmo. Pelo 6.º ano consecutivo comemorámos essa data tão significativa neste lugar emblemático que o povo ocupou e que foi palco de momentos marcantes para a história de Portugal. Lembrando o 25 de Abril de 74, voltámos a ocupar este Largo com uma Festa da Liberdade que teve a participação de várias Associações e o contributo de pessoas que generosamente ofereceram o seu talento e ajudaram a manter viva a memória de Abril.
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No Largo da esperança cantámos a "Grandola, terra da fraternidade", e sentimos que todos estamos de parabéns porque Abril aconteceu, apesar de passados 35 anos ainda esperarmos que Abril se cumpra, plenamente, numa sociedade mais justa e solidária.
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A Associação Abril e todas as entidades participantes no Arraial do 25 de Abril têm a honra de convidar V.Exa. para esta Festa da cidadania que terá lugar no Largo do Carmo, no dia 24 de Abril, das 19,00h às 02,00h.

À meia-noite de 24 de Abril, Venha cantar a “Grândola, Vila Morena” ao Largo do Carmo

O Arraial do 25 de Abril parte da iniciativa da Associação ABRIL, com a colaboração e participação de várias Associações e Grupos de carácter cívico e cultural. Realiza-se na noite de 24 de Abril, no Largo do Carmo, entre as 19.00h e as 02.00h. Pretende-se que este evento se torne num momento de convívio de grande significado de intervenção cívica dos cidadãos, através da mostra das actividades desenvolvidas pelas diversas entidades, nomeadamente a nível de artesanato, música, dança, teatro e gastronomia. Deseja-se ainda que esta Festa celebre os ideais do 25 de Abril para que estes permaneçam vivos no espírito e na esperança de todos nós.

  • 19.00h - Pedro Branco (Canções do pai pelo filho);
  • 19.20h - Corelis – (Coro do Tribunal da Relação de Lisboa);
  • 19.40h - Forró Maria Bunita e os Cabras, (perfomance musical);
  • 20.00h - Cabo Gang – (Música Hip-Hop);
  • 20.15h - Educa(nta)re – (Coro do Ministério da Educação);
  • 20.35h - Rui Sequeira e Convidados - (Canções de Abril);
  • 20.55h - Finka pé – (Mulheres do batuque);
  • 21.15hRefugiActo – (Sketch “Nunca me canso da Liberdade”);
  • 21.35h - Tino Flores e Banda;
  • 22.00h – Momento de poesia com Elsa Noronha;
  • 22.15h - A.J.A. NORTE – (Canções de intervenlção);
  • 23.15h - O Arraial contará, este ano, entre outras, com uma intervenção para-teatral inédita do grupo “O Bando”, subordinada à temática do 25 de Abril, baseada num texto de Manuel António Pina e composição musical do Maestro Jorge Salgueiro;
  • 24.00h – “Grandola, vila morena” Viva o 25 de Abril, sempre!;
  • 00.15hRappers da Kova M;
  • 00.30h – Dança com as Wonderful Kova-M e Baby girls;
  • 01.00h – Encerramento com um militar de Abril.

Este evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Associação de Turismo de Lisboa, da Comunicasom, da Associação 25 de Abril e do Centro de Documentação 25de Abril da Universidade de Coimbra. A Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril Maria Guadalupe Magalhães Informações: http://associabril.blogspot.com/

Contactos: tm - 966 785 119 - guadalupe.magalhaes@gmail.com

.........................965 214 312 - margaridavieira@netcabo.pt

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Arraial do 25 de Abril 2009


O Arraial do 25 de Abril parte da iniciativa da Associação ABRIL, com a colaboração e participação de várias Associações e Grupos de carácter cívico e cultural e realiza-se na noite de 24 de Abril, no Largo do Carmo, entre as 19.00h e as 02.00h. Pretende-se que este evento se torne num momento de grande significado de intervenção cívica dos cidadãos, através da mostra das actividades desenvolvidas pelas diversas entidades, nomeadamente a nível de artesanato, música, dança e gastronomia. Deseja-se ainda que esta Festa celebre os ideais do 25 de Abril para que estes permaneçam vivos no espírito e na esperança de todos nós. Está já assegurada a participação, entre outras, do grupo teatral “O Bando”, do grupo de música de intervenção Associação José Afonso do Norte, Tino Flores, coro do Ministério da Educação, FinKa Pé e wonderful cova m do Moinho da Juventude, grupos de rap desta Associação e da Girassol Solidário, Rui Sequeira e a sua Aldeia da Música. Este evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Associação de Turismo de Lisboa, da Comunicasom, do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e da Associação 25 de Abril. A Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril Maria Guadalupe Magalhães

ARRAIAL POPULAR do 25 de Abril - 2009

Amigas e amigos: Aproxima-se a data em que costumamos realizar, em conjunto, a Festa de homenagem ao 25 de Abril. Este ano vamos festejar o seu 35 º aniversário e realizar o nosso 6.º Arraial, no largo do Carmo. Torna-se, pois, urgente convocar uma reunião, tanto para vos darmos conhecimento do ponto da situação, como para tomarmos as medidas que se impõem para a organização do Arraial, que se realizará no dia 24 de Abril, das 19.00h às 02.00h. Estamos a contactar não só as associações/grupos veteranos, dos quais temos recebido sempre o tradicional carinho e apoio, mas também outros e outras que nunca participaram, pelo que apelamos, a todos e, em especial, aos “novos” para que compareçam e colaborem activamente. Em linhas gerais podemos, desde já, adiantar o seguinte:
Na sequência de uma carta que enviámos ao Senhor Presidente da Câmara e depois de alguma insistência via telefone, reunimos no mês passado com o Adjunto do Vereador da Cultura com quem analisámos a situação. A recepção foi muito positiva, ficando assegurado que a coordenação das respostas dos vários serviços da autarquia, aos nossos pedidos, seria garantida por este pelouro e seria designada uma técnica como elemento de ligação. Entretanto decorreu uma reunião já com essa técnica a quem foram entregues todos os elementos de ordem burocrática que nos tinham sido solicitados. Neste momento, temos garantido: luz e som, impressão de cartazes e folhetos, palco, tendas, placards e cadeiras, ficando contudo, sob a nossa responsabilidade tanto o transporte como a montagem e desmontagem do material. Escusado será dizer que esse gasto nos vai por, de novo, em situação financeira bastante crítica. Mas, como é sabido, não será isso que nos impedirá de concretizar este projecto de, pelo menos, um dia no ano lembrar “essa madrugada perfeita e límpida”, tentando não deixar que os valores do 25 de Abril se vão apagando na nossa memória e nos nossos corações. Assim, contamos convosco e com as vossas ideias e solidariedade, no dia 19 de Março, às 18.30h, na sede da Associação Abril, para uma reunião com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. Informações 2. Definição de estratégias para a organização do Arraial 3. Constituição de grupos de trabalho 4. Outros assuntos Tragam amigos interessados em colaborar, mesmo que não estejam ligados a qualquer Associação ou Movimento cívico. Um abraço e as melhores saudações associativas, Guadalupe Magalhães (Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril) Contactos:
margaridavieira@netcabo.pt Guadalupe: 966785119; 309919964 Margarida: 213148681; 965214312

Debate sobre a Palestina

Convite Sessão – debate sobre a Palestina Dia 11 de Março, quarta-feira, às 18.30h Sede da Associação Abril (R. de S. Pedro de Alcântara, 63-1.ºdto)
A Associação Abril vem convidar os associados, amigos e todos os que se interessam pelas questões ligadas à situação da Palestina para ouvirem os testemunhos de Berta Macias e Amílcar Sequeira que, recentemente, visitaram a Palestina e Israel.
Em representação do Tribunal Mundial sobre o Iraque – audiência portuguesa – integraram uma delegação composta por membros do Conselho Português para a Paz e a Cooperação, a CGTP e o Movimento Democrático de Mulheres, tendo estabelecido contactos com diversas organizações de resistência, tanto árabes como israelitas.
A comunicação será seguida de debate.
. Pela Associação Abril, Maria Guadalupe Magalhães

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

A Abril está presente na luta pela liberdade, pela cidadania e por direitos iguais para todos e todas. Hoje está com as mulheres, em especial com aquelas a quem tudo falta.

.. 8 MARÇO – DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES – 12,00 h - 18,00 h FESTA-MÚSICA-ANIMAÇÃO DE RUA-PIQUENIQUE-BANCAS-MANTA DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

Sob o lema «Igualdade, Cidadania e Direit@s! Somos Tod@s Feministas» vamos realizar no domingo, dia 8 de Março, um encontro de festa e luta na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, para comemorar o Dia Internacional das Mulheres. Aos/às que dizem que o feminismo está fora de moda e que a luta das mulheres pela igualdade de direitos é coisa do passado, respondemos que, no nossos país, as várias dezenas de milhar de mulheres agredidas e violentadas todos os anos em casa, no trabalho e na rua, mais as cerca de 50 mulheres assassinadas pelos seus familiares em 2008, só por si seriam razões suficientemente eloquentes para assinalar o Dia da Mulher. Mas se elegemos a mulher imigrante como tema central da celebração deste ano é porque queremos lembrar uma verdade simples, mas ignorada: as mulheres imigrantes estão no último patamar social, vitimadas pela soma de todas as discriminações de que são alvo os/as trabalhadores/as imigrantes relativamente aos portugueses! Neste contexto, ser mulher constitui uma agravante! As mulheres imigrantes constituem-se como as excluídas dos excluídos, estão sujeitas às tarefas mais baixas e desqualificadas, a todo o tipo de exploração e discriminação, a leis que as subalternizam em relação aos homens e aos maridos e aos estereótipos sexistas e étnicos. Neste domingo, 8 de Março, convidamos quem nos queira acompanhar, a participar no piquenique e na festa da Alameda, trazendo os sabores, os símbolos e as músicas das suas terras. Queremos fazer uma festa das mulheres do mundo e fazer uma manta de retalhos onde palavras, bandeiras e desenhos se possam juntar numa Manta Feminista que una as nossas sensibilidades, diversidades e solidariedade feminista. Por isso, junta-te a nós, traz a tua comida, a tua alegria, a tua música e uma manta para te sentares! Associações Participantes: Abril – Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento, AHCD – Acção Humanista Cooperação e Desenvolvimento, AAMA – Associação de Amig@s da Mulher Angolana, Associação Caboverdeana de Lisboa, Associação Lusofonia Cultura e Cidadania, Associação de Melhoramentos e Recreativa do Talude, ARACODI - Associação de Residentes Angolan@s do Concelho de Odivelas, Casa do Brasil de Lisboa, Ela por Ela – Editora Feminista, GAFFE – Grupo A Formiga Fora da Estrada, GRAAL, Marcha Mundial das Mulheres, Não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, Solidariedade Imigrante – Associação para defesa dos direitos dos imigrantes, SOS Racismo, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta Contactos: Catarina Moreira – catarinafrademoreira@gmail.com - 918607471 Camila Lamarão – gricss@gmail.com - 914194013

Contra a Indiferença na Palestina

Excelente texto de Fernando Nobre lido na sessão organizada pelo Forum para a Paz e para os Direitos Humanos, realizada no dia 06/01/08, na Associação 25 de Abril.
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"Grito e Choro por Gaza e por Israel
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Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia. O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes (“terroristas”) do movimento Hamas. . Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:
. - Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento “terrorista” Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel.
. - Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamisaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas “terrorista” que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?
. - Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.
. - Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).
. - Estranha guerra esta em que o “agressor”, os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os “agredidos”. Nunca antes visto nos anais militares!
. - Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos “heróis” que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!
. - Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!
. - Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!
. - Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!
. - Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!
. Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos! . É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.
. É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são."
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FIM AO MASSACRE DE GAZA!

POR UM ANO NOVO SEM CRIMES DE GUERRA ISRAELITAS! .
No momento em que festejamos a passagem de ano com fogos de artifício na cidade de Lisboa, o povo de Gaza vive sob o fogo real da artilharia e da aviação israelita.
Nos primeiros dez minutos da ofensiva morreram mais de 200 pessoas e ficaram feridas ou estropiadas mais de 600. Alegadamente, tudo isto era resposta "proporcional" aos morteiros artesanais palestinianos, que em 7 anos mataram 20 israelitas. Na verdade, o bombardeamento israelita é um novo passo na destruição do povo palestiniano: neste momento já há outras tantas centenas de mortos e milhares de feridos; prosseguem os ataques a uma população que não tem para onde fugir nem como se defender, já que a Faixa de Gaza tem vivido sob um bloqueio que priva os seus habitantes de água potável, de energia, de alimentos, de medicamentos.
O cessar-fogo que os EUA, a UE e a ONU exigem aos palestinianos seria, nessas condições, a morte lenta para um povo cercado. Se alguém aqui está a defender-se, são os palestinianos de Gaza, que elegeram democraticamente o seu governo e a quem o Estado de Israel tem invadido, ocupado e roubado as terras, as propriedades e as casas.
Não vamos calar-nos diante dos crimes de guerra e do abuso de força. Apelamos à participação de todos e todas nas acções que estão a ser preparadas por várias organizações em Lisboa:
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5 de Janeiro a partir das 18h no Largo de S. Domingos, junto ao memorial às vítimas da intolerância * 8 de Janeiro a partir das 18h em frente do check-point que a embaixada israelita instalou na colonizada Rua António Enes, nº 16, a S. Sebastião
Esta última iniciativa é apoiada por: Associação Abril - Bloco de Esquerda - CGTP - Colectivo Abu-Jamal - Colectivo Revista Rubra - Comité de Solidariedade com a Palestina - CPPC - Fórum pela Paz - MDM - Monthly Review - MPPM - Plataforma Guetto - Política Operária - Shift - SOS Racismo - SPGL - Tribunal do Iraque
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Contra o genocídio na Faixa de Gaza

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A Associação Abril não pode deixar de expressar o seu protesto em relação aos acontecimentos que estão a decorrer na Faixa de Gaza, na Palestina.
Apelamos a todos os que acreditam na justiça e na paz para se rebelarem de todas as formas ao seu alcance e repudiarem o massacre que o Estado Israelita está a efectuar, na Faixa de Gaza, contra o povo da Palestina. Exigimos que cesse o genocídio contra um povo indefeso, que há 60 anos tem resistido, em condições inomináveis, mas com enorme dignidade, contra tudo e contra todos os que os querem subjugar.

60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Utopia Cidade Sem muros nem ameias Gente igual por dentro Gente igual por fora Onde a folha da palma Afaga a cantaria Cidade do homem Não do lobo mas irmão Capital da alegria Braço que dormes Nos braços do rio Toma o fruto da terra É teu a ti o deves Lança o teu Desafio Homem que olhas nos olhos Que não negas O sorriso a palavra forte e justa Homem para quem O nada disto custa Será que existe lá para os lados do Oriente Este rio este rumo esta gaivota Que outro fumo deverei seguir Na minha rota? (Zeca Afonso)
Nestes 60 anos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, lembrámo-nos deste texto/canção do Zeca Afonso, pela sua semelhança, em termos de conceito. Não escreveu 30 artigos mas numa síntese poética põe lá tudo. Desta forma concisa José Afonso faz um hino aos Direitos Humanos. Apela ao sonho de harmonia entre os seres humanos, à dignidade, ao respeito pela natureza e pelo património cultural, ao direito e ao respeito pelo fruto da terra, ao direito à indignação, à justiça, à liberdade, à esperança de um rumo novo para a humanidade. Passados 60 anos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e mais de 20 anos sobre a canção do Zeca, a humanidade continua, cada vez mais, a esquecer – se de cumprir o que tão entusiasticamente declarou como suas obrigações absolutas e inquestionáveis. Esquece por completo aqueles direitos primordiais a que todos os seres humanos têm direito só pelo facto de existirem: a dignidade do ser – o direito ao pão, à habitação, à saúde, a educação, à liberdade, à paz.
Todos os restantes valores apenas aperfeiçoam estes que, para nós, são os principais. O que hoje vemos são estes e outros valores completamente invertidos e violados.
A humanidade perdeu a vergonha! É mais importante salvar quem já muito possui, os altos interesses dos ricos do que salvar famintos, sem tecto, sem terra, sem nada! Há que dizer que chega de hipocrisia! É preciso começar a mudança e lançar o grito de Basta Já!

Crédito de imagem a: Lino Resende

Este texto faz parte da Bolgagem Colectiva de Celebração do 6oº Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovida por Sam, do Fênix Ad Eternum.

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Um bom presente de Natal

Livro de homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo: “Uma Flor por Maria de Lourdes Pintasilgo” Locais onde é possível adquirir o livro: Associação ABRIL – R. de S. Pedro de Alcântara (ao Bairro Alto), 63 – 1.º D.to – 1250-238 Lisboa ......................
........Das 15 H às 21 H Livrarias .........Letra Livre – Calçada do Combro, 139 em Lisboa .........Loja 107, Livrarias – R. Heróis da Grande Guerra, 107 em Caldas da Rainha .........Letra +, Lda – R. Filipe Folque, 12/A em Lisboa .........Ler Devagar – Fábrica Braço de Prata em Lisboa Na Associação ABRIL, poderá juntar ao livro o DVD sobre o mesmo tema, da autoria de Felizarda Barradas, ou adquirir separadamente o DVD ou o Livro. Preços na Associação Abril Livro: €12 DVD: €5 Livro +DVD: €15 .