Debates sobre a Guerra Colonial em jeito de balanço

"Estórias dentro da História da guerra colonial" foi tema para dois debates: o primeiro abordou  as questões políticas  e  sociais, enquanto que o segundo se centrou nas situações traumáticas e no sofrimento daqueles que as  vivenciaram.

Foram sessões que primaram pela qualidade das comunicações onde  pela evocação da memória  se promoveu o esclarecimento,  suscitou a análise objectiva e contribuiu para a reflexão e  partilha sobre um tema que continua tabu no nosso imaginário colectivo. Para uns é fantasma, para outros pesadelo contínuo e para muitos indiferença. 

De sublinhar a importância destes debates  como contributo para que  a memória não se perca perante a devastadora inexorabilidade do tempo. As recordações e lembranças desgastam-se pela erosão dos dias e vão ficando nebulosas, difusas  e distantes ou definitivamente perdidas com o desaparecimento do património humano que é o seu suporte.

Passaram já 40 anos desde o início da guerra colonial para uns, guerra de libertação para outros, finda a qual não se fez o luto no tempo devido. Primeiro,  porque a euforia da revolução dos cravos não permitiu  que o olhar egoísta da alegria avistasse o sofrimento que passava ao lado. E depois foi passando o tempo e a indiferença apossou-se das pessoas e das instituições levando ao esquecimento, ao descaso, à insensibilidade. Assim se cometem injustiças, sem encontrar responsáveis. 

É preocupante verificar que passados 40 anos ainda se nota a falta de uma investigação científica objectiva, transparente, focada em diferentes linhas de trabalho, apesar de nos últimos cinco anos se terem realizado mais estudos do que nos restantes 30 , o que poderá ser promissor. Os documentos apresentados no 2.º debate são disso prova e de enorme qualidade, reveladores de que há pessoas que não se conformam e lutam pelo conhecimento.

A Guerra Colonial e suas consequências.

CONVITE

A GUERRA COLONIAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA SOCIEDADE PORTUGUESA

2.º DEBATE

"Estórias dentro da História: as feridas (in)visiveis da guerra colonial "

Augusto Manuel dos Santos Dias, autor do livro "O Código" - um relato do dia-a-dia no Hospital Militar.

Sandra Queiroz, investigadora que participou no estudo "Feridas de Guerra: (In)justiça Silenciada?"


dia 15 de Junho

às 19.00h

na sede da Associação Abril

A Guerra Colonial e suas consequências.

CONVITE

Debates sobre a Guerra Colonial e suas consequências na sociedade portuguesa.

1.º debate.

O mês de Maio começa sob o signo da luta pelas liberdades. Nós vamos terminá-lo com a evocação de uma guerra de opressão mas que também foi uma luta pela liberdade - a guerra colonial, a guerra de África, a guerra de libertação.

A guerra que se travou em África entre 1961 e 1974 foi um tempo de sofrimento e de isolamento do país, que deixou marcas traumáticas na sociedade portuguesa, mas contribuiu de forma decisiva para o 25 de Abril, sendo este o acontecimento mais marcante da história portuguesa na segunda metade do sec xx.

Disso se vai falar no debate "Estórias dentro da História: a guerra colonial, o 25 de Abril, e Depois ", que terá lugar no dia 31 de Maio, às 19.00h, na sede da Associação Abril, com a presença dos militares de Abril João Andrade e Silva e Mário Tomé.

Contamos com a vossa presença e o vosso contributo.

Festival dos Cravos de Abril 2011



O Arraial. Active ou desactive o som em cada comando. Abril foi cantado de muitas formas.


"Dias impossíveis de contar. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente..." Mário Dionísio, Passageiro Clandestino (inédito).

Abril é o mês de todas as esperanças para os portugueses. A Associação Abril apossando-se do seu nome e também do seu valor simbólico tem assumido na prática o que está definido na declaração de princípios e nos estatutos que referem como essencial da sua acção, o desenvolvimento social e cultural, a cidadania activa e o exercício da democracia participativa.

Nessa base estabelecemos para o biénio do nosso mandato promover actividades que vão ao encontro desses objectivos, pois consideramos que perante a realidade que nos cerca é absolutamente pertinente suscitar a reflexão, o debate, o esclarecimento, a aquisição de conhecimento e de saber. Consideramos que desse modo se pode actuar no combate ao conformismo e à apatia e fomentar a intervenção e participação cívicas no nosso quotidiano, no sentido de valorizar o papel da opinião pública como reforço e legitimação de uma democracia com mais qualidade. Ainda nesta perspectiva, elegemos como ideia-base do nosso mandato a "cultura do desassossego" e, foi nesse sentido, que para além de outras iniciativas que temos levado a cabo, resolvemos este ano meter mãos num projecto ambicioso que denominámos "Festival dos Cravos de Abril"que submetemos à apreciação da Autarquia e que foi bem acolhido.

Relembrando um pouco o passado, começámos a festejar o 25 de Abril na altura do seu 30.º aniversário, com um dia de Arraial, no Largo do Carmo, no intuito de trazer para a rua as pessoas, como nesse outro dia claro e limpo, como disse a poeta. Passámos depois a dois dias de comemoração e, este ano, avançámos para cinco dias e denominámos esta Festa de Festival, onde incluímos o Arraial, já quase uma "tradição" para os Lisboetas. Demos este salto significativo não só porque o devemos à História mas também por exigências da realidade. A incerteza dos tempos e de certas opções político-sociais que consideramos ser uma traição a muitas gerações de homens e mulheres, provocando o fim de muitas esperanças e a interrupção de muitos sonhos impelem-nos à acção. Nestes tempos de crise a vários níveis, não só política, como social, psicológica e mesmo de identidade, sentimos que têm sido afectados os alicerces políticos, intelectuais e morais e, por consequência, tem sido lesada a democracia no seu âmago. Por isso, o nosso sentimento de urgência em tentar mobilizar as consciências para esta questão primordial em que se torna imperioso resgatar os valores de Abril, evocar os ideais que nortearam a revolução, exigir que Abril não seja esquecido e se cumpra, não apenas Sempre, mas também Mais, na fórmula alterada de "25 de Abril, sempre!" e mais!, porque os tempos mudam e exigem novas qualidades!

Nesta perspectiva de recuperação da esperança e da vida tentámos nestes cinco dias, agitar as consciências e incentivar à acção, através de duas propostas: a primeira pelo Concurso de Fotografia sob o tema "Uma imagem contra..." e pelos Direitos Humanos e a segunda com o mote: "A palavra saiu à rua para..." exigir, lutar, dizer, cantar, defender, abolir, etc, etc., pelos Direitos Humanos. Foram cinco dias em que tentámos abranger diversas áreas de intervenção que concretizassem aqueles valores: usamos a imagem, através da fotografia e dos documentários, e usámos a palavra, pelas palestras, a música e o canto.


No primeiro dia, tivemos o lançamento do Festival numa sessão no Quartel do Carmo, lugar emblemático onde caiu a ditadura. Foi deveras curioso tomar consciência da mudança dos tempos ao recordar que em Abril de 1974, do lado de fora dos portões do quartel da GNR gritávamos e exigíamos a liberdade e, agora, passado 37 anos estávamos dentro do quartel a lembrar esse dia glorioso e a entender melhor o valor da democracia e também como ainda temos tanto caminho a percorrer. Falou-se de Direitos Humanos pela palavra de Alípio de Freitas e pela música e voz de Luísa Amaro e Rui Sequeira.

No segundo dia, teve lugar uma conferência, para a qual foram convidados duas personalidades muito especiais, os Profs. Boaventura Sousa Santos e Roque Amaro, que para além de currículos invejáveis, com vários artigos e livros publicados, são pessoas com um pensamento político - social contemporâneo, não alinhado pelas posições convencionais, com actividade cidadã e ligados aos movimentos sociais. Duas vozes com mensagens novas, com propostas de uma alternativa social e política e que rumam contra a corrente, perante o tsunami com que nos pretendem assolar, como sejam a inevitabilidade, os pontos de vista únicos e uniformes, veiculados através das vozes concordantes e submetidas da comunicação social. Lançámos-lhes o repto no sentido de nos apresentarem a sua perspectiva sobre a questão se haveria alguma alternativa diferente e se poderíamos pensar em novos paradigmas civilizacionais, perante as rupturas e desafios com que hoje nos deparamos, bem como a sua implicação directa com a qualidade da democracia, com a cidadania e com o modelo económico vigente. Para nossa satisfação eles disseram que sim. Foi uma sessão muito participada onde surgiram novos caminhos de esperança mas também de luta e de apelo à cidadania activa e participativa. Esta sessão foi gravada e esperamos poder divulgá-la, na íntegra, aqui neste espaço.

No terceiro e quarto dias tivemos a projecção de dois documentários sobre o antes do 25 de Abril. Diana Andringa e Susana Sousa Dias são duas realizadoras comprometidas, que se preocupam em não deixar apagar a memória e consideram, como nós, que é muito importante mostrar o que aconteceu antes do 25 de Abril para que não se repita. Nesses documentários, extremamente emocionantes e pedagógicos, percebemos como é preciso evocar os nossos fantasmas históricos para podermos avançar, apercebermo-nos da crueza e obscenidade da ditadura e reconhecemos o sacrifício e a luta daqueles homens e mulheres, que pagaram com a tortura ou a vida a defesa das suas convicções e ideais de liberdade. Com essas imagens de uma realidade concreta, nua e chocante entendemos melhor e pudemos por em paralelo o que foi a vida antes e o que veio depois, assim como o valor das conquistas de Abril. Mas também foram um aviso de que a História não dá nada como definitivamente adquirido, muito menos a Liberdade, e ainda um alerta e para o que falta realizar em democracia.

No quarto dia ainda tivemos actividades com crianças, incluídas na Feira do Livro de Lisboa. Através de uma história e de um jogo sobre o 25 de Abril quisemos, de uma forma lúdica e pedagógica, ensinar um pouco do ambiente histórico do antes e do depois do 25 de Abril. As crianças vibraram com as actividades mas notámos um desinteresse generalizado sobre o assunto, bem como falta de empenhamento e de envolvimento por parte dos responsáveis escolares. Concluímos que há muito a fazer neste campo.

Por fim, tivemos o 8.º Arraial comemorativo do 25 de Abril, durante dois dias, este ano no Jardim António Nobre, também conhecido por Jardim de S. Pedro de Alcântara, pois o Largo do Carmo ficou interdito devido a problemas de segurança. O novo espaço é magnífico, embora sem o valor simbólico do Largo do Carmo, pelo que para nós foi quase como se tudo acontecesse pela primeira vez. O tempo não ajudou mas não impediu que tivesse corrido bem. Sob a temática "a palavra saiu à rua para...", tivemos a participação activa de 32 Associações com as suas manifestações gastronómicas e culturais e também com um forte conteúdo político-social, e que aderiram a esta ideia e a exploraram de acordo com os seus objectivos específicos. Em palco, contámos com participantes individuais e bandas de música que percorreram estilos diversificados que foram desde a música ligeira e popular à música de intervenção, abrangendo territórios tão diferentes como a África, a Galiza, a Catalunha, Portugal, a Arábia, num multiculturalismo que muito nos honrou, e animaram aquele lindo espaço pela noite fora.

E nesses dois dias fizemos este chamamento, agora num novo lugar: venham cantar a Grândola num Jardim de poetas - venham do miradouro lançar sobre os telhados o grito da liberdade, nascida no dia 25 de Abril - venham espreitar o castelo e despedir cantigas como setas, reivindicando justiça social, solidariedade e ternura - venham mirar o Tejo e deixar o pensamento correr pelas águas à conquista da esperança - venham olhar as árvores que dão cor à cidade e cheirar o azul dos jacarandás que começam a despontar, o amarelo atrevido das ipuanas e os tapetes avermelhados das últimas flores das olaias - venham ver esta luz branca e serena de Lisboa e fazer ecoar o tambor da paz - venham mais cinco, tragam todos os amigos maiores que o pensamento e vejam em cada rosto igualdade!

Festival dos Cravos de Abril 2011






















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CONVITE/PROGRAMA

 
Convidam-se todas as amigas e amigos a participar nas actividades do programa do "Festival dos Cravos de Abril":

Dia 25 - Auditório do Quartel do Carmo - Abertura do Festival
12.00h

- Apresentação do Festival dos Cravos de Abril
- "Palavras pelos Direitos humanos" por Alípio de Freitas
- Entrega dos prémios do Concurso de Fotografia "Uma imagem contra..."
- Momento musical por Luisa Amaro/Rui Sequeira

Dia 26 - Paços do Concelho - Conferência
19.00h

"O mundo em mudança: perspectivas para um novo modelo económico e novos paradigmas civilizacionais"
Boaventura Sousa Santos : "Um outro mundo é possível: democratizar a democracia"
Rogério Roque Amaro: "Mobilizar a cidadania para uma nova economia, a favor de um mundo sustentável"
Poésis Msaho "Pensar Liberdade", por Elsa de Noronha

Dias 27 e 28 - Fundação Mário Soares - R. S. Bento 176 - Documentários
18.00h

dia 27 - "Natureza Morta" de Susana Sousa Dias
dia 28 - "Tarrafal, memórias do campo da morte lenta" de Diana Andringa

dia 28 - Feira do Livro de Lisboa - Actividades com crianças
14.30h

Uma história verdadeira -"A Telefonia de Abril"
Jogo da Glória Gigante sobre o 25 de Abril

Dias 29 e 30 - Jardim de S. Pedro de Alcântara
19.00h - 01.00h

Arraial comemorativo do 25 de Abril
"a palavra saiu à rua para lutar pelos Direitos Humanos".

Dia 30 - Palácio Valadares - Largo do Carmo, 32 - Documentários
14-30h -17.30h

"Natureza Morta" de Susana Sousa Dias
"Tarrafal, memórias do campo da morte lenta" de Diana Andringa


PROGRAMA DO ARRAIAL

"A palavra saiu à rua para lutar pelos Direitos Humanos".

Dia 29 de Abril - Sexta-Feira - Jardim de S. Pedro de Alcântara
19.00h - 01.00h

19.30h - Ritmos da resistência 20'
20.00h - Grupo cénico"Faz-me rir" 20'
20.30h - As mulheres do batuque "Finka pé"20'
21.00h - Dança com as "Wonderful Cova M"20'
21.30h - Momento de poesia com o grupo "Pétalas ao vento"10'
21.45h - Música de intervenção com José Gordilho 40'
22.30h - Hip, Hop pelos jovens da Escola da Cova da Moura 20'
22.55h - Música santomense com Tobias Vaiana 20'
23.30h - Hip , hop com Nos Nasi Omi Kita Mori Omi 20'
00.00h - Música africana com "Kretcheu", Kalú Moreira, Sotavento 4 e Aires Silva 60'
01.00h - Encerramento

Dia 30 de Abril - Sábado - Jardim de S. Pedro de Alcântara
19.00h - 01.00h

19.00h - Sons do Brasil 20'
19.30h - Dança com o grupo "Gestos"20'
20.00h - Teatro. memórias do 25 de Abril 60', pela Esc.Sec. Cacilhas-Tejo
21.05h - Música da Catalunha "Cançons republicanes" com Biel Majoral e Germans Mantorell 60'
22.10h - Poesia e dança árabes 20'
22.35h - Música angolana com Mr.Jack 30'
23.10h - Música galega com o duo SES Maria José Silvar e Tito Calvino 60'
00.15h - Música tradicional e de intervenção com o Grupo "Seiva "60'
01.00h - Encerramento

Viva o 25 de Abril, sempre!

Concurso de Fotografia - "Uma Imagem Contra..."

“Licenciatura: Relações Internacionais” por João A. Grazina – 1º Prémio
"Eles ainda não sabem, mas já sonham" por Adelina S. B. Marins - 2º Prémio


Total dos trabalhos que concorreram.


Concretização de Actividades

O plano de actividades da Abril contempla a organização de iniciativas que reflictam a realidade actual e promovam uma melhor compreensão dos desafios, rupturas e perspectivas que se nos apresentam, tanto a nível local como global. Assim, teremos em breve duas conferências em que serão abordadas questões da maior actualidade a debater com especialistas nas temáticas seleccionadas. A primeira palestra, no dia 29 de Março, às 19.00h, versará sobre o impacto social da crise em Portugal e será proferida pelo Prof. Doutor João Duque, sob o título "A Crise em Portugal: Economia, Valores e Sociedade". No dia 11 de Abril, às 19.00h, debater-se-á sobre a reorganização administrativa do país e a governação das cidades, bem como sobre o papel dos cidadãos nesse domínio. O Prof. Doutor João Ferrão fará uma comunicação sobre: "A reorganização administrativa do país: uma resposta a que pergunta?" Por sua vez, o Prof. Doutor João Seixas desenvolverá o tema: "Lisboa: aproximar a governação à cidade e à cidadania" LOCAL: sede da Associação Abril. Rua Castilho, 61-2.º Dto 1250-068 Lisboa Contamos convosco e agradecemos a melhor divulgação entre os vossos contactos.

Concurso de Fotografia - Nova Data

Por deliberação da direcção da Associação Abril, em reunião no dia 18 de Março de 2011, e indo ao encontro de pedidos vários, prolonga-se o prazo de envio de fotografias até ao dia 28 de MARÇO.

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

REGULAMENTO

I – OBJECTO E SUAS FINALIDADES
1. No âmbito do Festival dos Cravos de Abril – 2011, A Associação Abril lança o Concurso de Fotografia “Uma imagem contra…”, que tem por finalidades: fomentar um olhar crítico sobre a realidade através da fotografia; incentivar à reflexão sobre os valores que a revolução do 25 de Abril de 1974 proporcionou; promover o respeito pelos direitos humanos e contribuir para o desenvolvimento da democracia participativa e comunitária.
II – TEMA
2. No contexto do exercício de uma cidadania activa, as fotografias devem enquadrar-se na temática geral dos Direitos Humanos, abordando temas como a indiferença, a violência, a injustiça, a pobreza, a intolerância, entre outros.
III – PARTICIPAÇÃO
3. Podem concorrer jovens e adultos, sendo os trabalhos avaliados segundo dois escalões: - 1.º escalão: dos 15 aos 25 anos; - 2.º escalão: a partir dos 26 anos (sem limite de idade). 4. É vedada a participação dos membros dos corpos sociais da Associação Abril.
IV – ESPECIFICAÇÕES
5. As fotografias devem apresentar as seguintes especificações:
i) Tamanho: padrão 20x25 cm ou 20x30 cm, com ou sem margem ii) Resolução mínima de 3,2 mega pixéis no caso de captura digital
6. As fotografias deverão ser inéditas, na apresentação a concurso. 7. As fotografias podem ser a cores ou a preto e branco. 8. Podem apresentar-se a concurso fotografias que resultem de montagem de outras fotografias da autoria dos participantes. 9. Cada fotografia deverá ter um título.
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V – CONDIÇÕES DE CANDIDATURA . 10. Cada participante poderá apresentar a concurso até três fotografias. 11. Cada fotografia deve ser apresentada em versão impressa (papel fotográfico) e em versão digital (no formato JPEG, em CD-ROM), juntamente com uma Ficha de Inscrição preenchida com letra de imprensa (maiúsculas) ou no computador. 12. Cada fotografia apresentada a concurso deverá ser acompanhada de um envelope, fechado e rotulado Concurso de Fotografia – “Uma Imagem contra…”, onde deverá incluir-se a Ficha de Inscrição (uma por fotografia), onde constem, conforme modelo de ficha publicada em anexo, os dados seguintes: Nome e idade do(a) participante; Morada; Contactos (telefónico e e-mail); Título da fotografia. Junto com as fotografias, deverá incluir-se no pacote de envio um CD-ROM com a versão digital da(s) fotografia(s) apresentada(s) a concurso, tendo em vista a divulgação das mesmas através da Internet. 13. De forma a garantir o anonimato no processo de selecção, no verso das fotografias deverá registar-se apenas o título e o escalão etário (ou a idade) do participante. 14. As fotografias deverão ser enviadas até ao dia 21 de Março de 2011 (fazendo fé a data de carimbo dos CTT), para a morada da Associação Abril, conforme consta na Ficha de Inscrição, sendo excluídas aquelas que forem remetidas fora de prazo.
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VI – DIVULGAÇÃO
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15. O Concurso e o respectivo Regulamento serão divulgados na Internet, através da página do Facebook e do Blogue da Associação Abril. A Ficha de Inscrição será disponibilizada através dos mesmos meios, podendo, também, ser enviada por correio electrónico mediante solicitação.
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VII – AVALIAÇÃO
16. A avaliação das fotografias será feita por um júri competente, nomeado pela Direcção da Associação Abril. 17. O júri procederá à avaliação tendo em conta os seguintes critérios:
- Adequação à temática - Relevância da mensagem - Criatividade - Estética - Qualidade técnica
VIII – PRÉMIOS
18. Serão premiadas as três melhores fotografias em cada escalão. 19. Os prémios a atribuir são de carácter simbólico; todos os concorrentes receberão certificados de participação. 20. De entre as fotografias premiadas o júri poderá seleccionar uma ou mais para edição em cartaz pela entidade promotora do Concurso. 21. A entrega de prémios terá lugar numa sessão a agendar no âmbito do Festival do Cravos de Abril.
IX – RESULTADOS
22. Os resultados serão divulgados através da Internet, no Facebook e no Blogue da Associação Abril, até ao dia 15 de Abril, com a publicação de todas as fotos em álbum específico. 23. Aos vencedores do concurso serão comunicados os resultados através de contacto telefónico ou por correio electrónico. 24. Para além da publicação das fotografias na Internet, a entidade promotora do Concurso poderá organizar uma exposição pública, em data e local a definir, reservando-se o direito de seleccionar as fotografias a incluir na mostra.
X – DISPOSIÇÕES FINAIS 25. A participação no Concurso implica a aceitação dos termos do presente Regulamento e a cedência, a título gratuito, dos direitos de autor à Associação Abril. 26. A Associação Abril reserva-se o direito de divulgar, editar, utilizar e reproduzir livremente as fotografias, sendo assegurada a divulgação da respectiva autoria. 27. Todos os casos omissos ou que suscitem dúvidas neste Regulamento serão decididos por deliberação do júri. 28. Das decisões do júri não haverá lugar a recurso. 29. Serão excluídas as candidaturas que não respeitem os pré-requisitos estabelecidos no presente Concurso. Nota: Para inscrever as fotos aceda ao link: Ficha de Inscrição no Concurso, e em seguida à esquerda, em File, printe ou faça o download para envio a acompanhar o envelope da foto.
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VISITA TEMÁTICA: A inclusão em equipamentos culturais BATALHA e arredores

dia 26 de Fevereiro, 2011
Esta visita tem como finalidades (re)visitar marcos significativos do nosso património construído e descobrir alguns dos caminhos já abertos para a inclusão na área da comunicação cultural bem como conhecer a evolução da museologia e do urbanismo em matéria de inclusão.
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PROGRAMA
9.00h – Saída de autocarro de Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa)
10.30h – Visita à aldeia Pia do Urso: um projecto inclusivo de recuperação urbanística rural
11.30h – Visita guiada ao mosteiro da Batalha, obra ímpar da arquitectura portuguesa
13.00h – Almoço de convívio no restaurante D. Duarte
14.30h – Visita guiada ao Museu da Comunidade Concelhia da Batalha: um exemplo de museu inserido no conceito da museologia social e da inclusão
16.15h – Visita ao Centro de Interpretação da batalha de Aljubarrota, em Porto de Mós 19.00h – Início da viagem de regresso a Lisboa Preço: 1ª opção: inclui viagem, almoço e entrada no MCCB: 27,00€ 2ª opção: tudo incluído(viagem, almoço e entrada em museus/monumentos): 37,00€ Contamos com a vossa participação e divulgação entre os amigos e conhecidos.
Agradecemos a vossa resposta até ao dia 20 de Fevereiro para o seguinte endereço electrónico: associabril@gmail.com;
Com as melhores saudações associativas e a amizade de,
Guadalupe Magalhães Portelinha
(Presidente da Comissão Coordenadora da Associação Abril)

Próximas Actividades

Amigas e amigos: Vai sendo tempo de dar conta da programação em marcha para os tempos mais próximos: Sob o lema "A Cultura do Desassossego", são várias as iniciativas que a Associação organiza ao longo do ano, tendo em vista a reflexão e o olhar crítico sobre a realidade e a promoção de uma intervenção construtiva na vida social. Palestras, tertúlias, visionamento de filmes ou documentários seguidos de debate, visitas culturais, organização de exposições... são alguns dos exemplos. Desde já, aqui fica a programação para os tempos mais próximos: I. 26 de Fevereiro: visita cultural à zona da Batalha (partida de Lisboa às 9.00, regresso às 20.00H, viagem de autocarro): - aldeia Pia do Urso, um projecto inclusivo de recuperação urbanística rural - o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, exemplo da evolução da museologia e do urbanismo no campo da inclusão - Mosteiro da Batalha e Centro de Interpretação de Aljubarrota. II. 28 de Março: às 19.00h, conferência/debate sobre a crise (económica, financeira, cultural, política...), com a participação de especialista a anunciar. III. de 25 a 30 de Abril: Festival dos Cravos de Abril, que incluirá um conjunto de iniciativas diversas tais como: conferências, visionamento de filmes, exposições, actividades com crianças e o habitual Arraial, no Largo do Carmo (programa completo a disponibilizar oportunamente). Nota: em caso de interesse em participar na actividade I., queira por favor manifestá-lo por email para: associabril@gmail.com.

Contra o Cerco de Gaza

A Associação Abril convida todos os associados e amigos a participarem na concentração de solidariedade para com o povo Palestiniano. O Comité de Solidariedade com a Palestina junta-se à iniciativa de um grupo de cidadãos de assinalar os dois anos do mortífero ataque a Gaza, manifestando a sua solidariedade com o povo da Palestina e o seu repúdio pelo apoio do governo português à ocupação e ao apartheid israelita
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Dia 27 de Dezembro, 18h30 Concentração no Largo de S. Domingos (junto ao Rossio), em Lisboa

Um rosto de Natal

Caiu sobre o país uma cortina de silêncio a voz distingue o homem mas há homens que não querem que os demais se elevem sobre os animais e o que aos outros falta têm eles a mais no dia de natal eu caminhava e vi que em certo rosto havia a paz que não havia era na multidão o rosto da justiça um rosto que chegava até junto de mim de nicarágua um rosto que me vinha de qualquer das indochinas num mundo onde o homem é um lobo para o homem e o brilho dos olhos o embacia a água Caminhava no dia de natal e entre muitos ombros eu pensava em quanto homem morreu por um deus que nasceu A minha oração fora a leitura do jornal e por ele soubera que o deus que cria consentia em seu dia o terramoto de manágua e que sobre os escombros inda havia as ornamentações da quadra de natal Olhava aquele rosto e nesse rosto via a gente do dinheiro que fugia em aviões fretados e os pés gretados de homens humilhados de pé sobre os seus pés se ainda tinham pés ao longo de desertos descampados Morrera nesse rosto toda uma cidade talvez pra que às mulheres de ministros e banqueiros se permita exercitar melhor a caridade A aparente paz que nesse rosto havia como que prometia a paz da indochina a paz na alma Eu caminhava e como que dizia àquele homem de guerra oculta pela calma: se cais pela justiça alguém pela justiça há-se erguer-se no sítio exacto onde caíste e há-de levar mais longe o incontido lume visível nesse teu olhar molhado e triste Não temas nem sequer o não poder falar porque fala por ti o teu olhar Olhei mais uma vez aquele rosto era natal é certo que o silêncio entristecia mas não fazia mal pensei pois me bastara olhar tal rosto para ver que alguém nascia Ruy Belo - Todos os Poemas II. Lisboa: Assírio Alvim, 2004, pág. 1776 e 177 .

Na Nova Sede.

Foi bonito. Confraternizou-se, fez-se alegria e reflectiu-se. Muito obrigada, amigas e amigos, por terem estado connosco nesse dia de festa. Obrigada a todas as representações das várias Associações presentes.
Transcrevo um pequeno texto que na altura li, pois devido à gripe que ainda carregava desde a China, tive receio de esquecer algo que gostaria de mencionar...
"Na viagem longa, difícil e febril até Lisboa tive bastante tempo para pensar, pensar neste nosso planeta, nesta nossa terra tão cheia de contradições, em problemáticas que levam a tantos recuos e também a tantos avanços! Até me convenci que mesmo quando se recua, se avança sempre em algum sentido... (talvez fosse da febre!) e a Abril não me saía da cabeça. Pensei que esta viagem da Abril, de quase 25 anos desde a Rua de S. Pedro da Alcântara para aqui, para a Rua Castilho, deve ser vista como algo de positivo, embora no início nos parecesse bastante terrível. Depois de uma espécie de pânico, da expressão de emoções que traduziam memórias guardadas em gavetas de saudade e de alguma nostalgia, foram dominantes as memórias guardadas como boas experiências, como conhecimento, como vida. Enfim, fomos à luta!
Tivemos sorte. Logo vários amigos acorreram a oferecer abrigo, um colo acolhedor, uma palavra de conforto. De entre outros e vários a quem agradecemos, devemos salientar e agradecer à BASEFUT, em especial à Manuela Varela que disponibilizou uma sala, à Casa do Brasil de Lisboa e seus Directores que também nos ofereceram uma sala, e, por último, agradecer ao CRC, onde acabámos por ficar, nas pessoas do Dr. Guilherme de Oliveira Martins, da Cristina Clímaco e do Germano Cleto, pela sua contribuição e empenhamento em nos proporcionar este espaço. Também agradecer a Vitória Vaz Pato que estabeleceu um primeiro contacto com o CRC, bem como à Dra. Manuela Silva.
Neste contexto, houve urgência em ganhar coragem para a mudança e para os novos desafios, fugindo da tentação de baixar os braços, porque é sempre mais fácil sucumbir ao desânimo e à inacção. Sabemos como é difícil lutar pela felicidade, como dá trabalho regressar a um novo quotidiano e pensar como receber os amigos com a dignidade que merecem. Mas juntos vencemos e juntos reunimos a força necessária e o alento que nos deu energia para continuar.
Para além do mais, devíamos isso aos sócios fundadores, que aqui queremos lembrar em jeito de homenagem singela, e também agradecer a presença de todos, na pessoa de José Vaz Pato. Ele com outros e outras sonharam, há 25 anos, com uma Associação que pudesse ser como que um observatório do percurso da democracia que tinha nascido recentemente. Não podíamos defraudar esses companheiros de uma aventura tão expressiva, plena de sonhos criativos, programadores de tantas viagens e descobertas pelos caminhos da democracia participativa, lema maior desta Associação. Por isso, o respeito pela memória que é de todos, minha também, de toda a gente que amou e ama a Abril e também amou e continua a amar Abril, esse momento mágico, com a esperança dos jovens, a persistência dos menos jovens e a paciência e sabedoria dos velhos. Um pedaço das suas vidas será sempre da Abril e assim estarão connosco em todas as actividades, com o reconhecimento e a amizade que merecem por nos terem ensinado a humildade e a fé em nós mesmos. O sonho era e continua a ser grande e a coragem e a determinação também, inspirados no pensamento político de MLP, nessa ideia maior mas não utópica, de mudança e transformação. De mudar o mundo e de respeitar o meio ambiente, de mudar o paradigma de desenvolvimento, baseados na democracia participativa, em que cada um é dono do seu destino e lhe compete mudar de vida, mudando a vida, através do exercício de uma cidadania activa e de compromisso.
Não queria deixar de referir que vivemos tempos em que concluímos, um pouco amargamente, que falta qualidade à democracia. A democracia é jovem, imperfeita, incompleta, porque ainda não dá espaço à autonomia e dignidade das pessoas, à justiça social, ao respeito pela alteridade do outro. Há ainda e sempre a necessidade de garantir a soberania do direito sobre o poder, ainda impera a corrupção quase legalizada, a irresponsabilidade dos dirigentes, a perversão dos valores e a falta de participação individual activa e de compromisso perante esta realidade.
Por isso gostaria de evocar as palavras de Guilherme de Oliveira Martins, nosso anfitrião, que são o corolário deste tema ao dizer:"daí que a prevenção da democracia deva basear-se numa cidadania activa. E o Direito é o mediador entre as liberdades e a organização, pondo no centro os acontecimentos, o compromisso das pessoas e a dignidade humana".
Dentro do nosso plano da actividades para este mandato propusemo-nos trabalhar questões relacionadas com "a cultura do desassossego". Temos desenvolvido actividades que questionam a realidade e confrontámos a apatia e a inércia. Neste espaço novo vamos prosseguir. Começámos aqui hoje. Porque consideramos que a cultura deve ser globalizada e que o acesso à cultura é um direito fundamental do ser humano. Por isso, propomos este contributo de confraternização e de convívio, porque sentimos que viver em conjunto faz do passado e do futuro, um presente sempre reinventado, como o de hoje, quando temos aqui tantas pessoas que quiseram partilhar connosco bons momentos em que a arte e a solidariedade imperam, com a presença destes amigos especiais que vão abrilhantar a nossa festa. O nosso agradecimento carinhoso a, Luanda Cozetti, Celina da Piedade, José Fanha e Norton Daiello . "