Debates sobre a Guerra Colonial em jeito de balanço
A Guerra Colonial e suas consequências.
2.º DEBATE
"Estórias dentro da História: as feridas (in)visiveis da guerra colonial "
Augusto Manuel dos Santos Dias, autor do livro "O Código" - um relato do dia-a-dia no Hospital Militar.
Sandra Queiroz, investigadora que participou no estudo "Feridas de Guerra: (In)justiça Silenciada?"
dia 15 de Junho
às 19.00h
na sede da Associação Abril
A Guerra Colonial e suas consequências.
Festival dos Cravos de Abril 2011
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CONVITE/PROGRAMA
Dia 25 - Auditório do Quartel do Carmo - Abertura do Festival
Dia 26 - Paços do Concelho - Conferência
19.00h
"O mundo em mudança: perspectivas para um novo modelo económico e novos paradigmas civilizacionais"
Boaventura Sousa Santos : "Um outro mundo é possível: democratizar a democracia"
Rogério Roque Amaro: "Mobilizar a cidadania para uma nova economia, a favor de um mundo sustentável"
Dias 27 e 28 - Fundação Mário Soares - R. S. Bento 176 - Documentários
18.00h
dia 27 - "Natureza Morta" de Susana Sousa Dias
dia 28 - "Tarrafal, memórias do campo da morte lenta" de Diana Andringa
dia 28 - Feira do Livro de Lisboa - Actividades com crianças
14.30h
Uma história verdadeira -"A Telefonia de Abril"
Jogo da Glória Gigante sobre o 25 de Abril
Dias 29 e 30 - Jardim de S. Pedro de Alcântara
19.00h - 01.00h
Arraial comemorativo do 25 de Abril
"a palavra saiu à rua para lutar pelos Direitos Humanos".
Dia 30 - Palácio Valadares - Largo do Carmo, 32 - Documentários
14-30h -17.30h
"Natureza Morta" de Susana Sousa Dias
"Tarrafal, memórias do campo da morte lenta" de Diana Andringa
"A palavra saiu à rua para lutar pelos Direitos Humanos".
Dia 29 de Abril - Sexta-Feira - Jardim de S. Pedro de Alcântara
19.00h - 01.00h
19.30h - Ritmos da resistência 20'
20.00h - Grupo cénico"Faz-me rir" 20'
20.30h - As mulheres do batuque "Finka pé"20'
21.00h - Dança com as "Wonderful Cova M"20'
21.30h - Momento de poesia com o grupo "Pétalas ao vento"10'
21.45h - Música de intervenção com José Gordilho 40'
22.30h - Hip, Hop pelos jovens da Escola da Cova da Moura 20'
22.55h - Música santomense com Tobias Vaiana 20'
23.30h - Hip , hop com Nos Nasi Omi Kita Mori Omi 20'
00.00h - Música africana com "Kretcheu", Kalú Moreira, Sotavento 4 e Aires Silva 60'
01.00h - Encerramento
Dia 30 de Abril - Sábado - Jardim de S. Pedro de Alcântara
19.00h - 01.00h
19.00h - Sons do Brasil 20'
Concurso de Fotografia - "Uma Imagem Contra..."

Concretização de Actividades
O plano de actividades da Abril contempla a organização de iniciativas que reflictam a realidade actual e promovam uma melhor compreensão dos desafios, rupturas e perspectivas que se nos apresentam, tanto a nível local como global. Assim, teremos em breve duas conferências em que serão abordadas questões da maior actualidade a debater com especialistas nas temáticas seleccionadas.
A primeira palestra, no dia 29 de Março, às 19.00h, versará sobre o impacto social da crise em Portugal e será proferida pelo Prof. Doutor João Duque, sob o título "A Crise em Portugal: Economia, Valores e Sociedade".
No dia 11 de Abril, às 19.00h, debater-se-á sobre a reorganização administrativa do país e a governação das cidades, bem como sobre o papel dos cidadãos nesse domínio.
O Prof. Doutor João Ferrão fará uma comunicação sobre: "A reorganização administrativa do país: uma resposta a que pergunta?"
Por sua vez, o Prof. Doutor João Seixas desenvolverá o tema: "Lisboa: aproximar a governação à cidade e à cidadania"
LOCAL: sede da Associação Abril.
Rua Castilho, 61-2.º Dto 1250-068 Lisboa
Contamos convosco e agradecemos a melhor divulgação entre os vossos contactos.
Concurso de Fotografia - Nova Data
CONCURSO DE FOTOGRAFIA
VISITA TEMÁTICA: A inclusão em equipamentos culturais BATALHA e arredores
Próximas Actividades
Amigas e amigos: Vai sendo tempo de dar conta da programação em marcha para os tempos mais próximos: Sob o lema "A Cultura do Desassossego", são várias as iniciativas que a Associação organiza ao longo do ano, tendo em vista a reflexão e o olhar crítico sobre a realidade e a promoção de uma intervenção construtiva na vida social. Palestras, tertúlias, visionamento de filmes ou documentários seguidos de debate, visitas culturais, organização de exposições... são alguns dos exemplos. Desde já, aqui fica a programação para os tempos mais próximos: I. 26 de Fevereiro: visita cultural à zona da Batalha (partida de Lisboa às 9.00, regresso às 20.00H, viagem de autocarro): - aldeia Pia do Urso, um projecto inclusivo de recuperação urbanística rural - o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, exemplo da evolução da museologia e do urbanismo no campo da inclusão - Mosteiro da Batalha e Centro de Interpretação de Aljubarrota. II. 28 de Março: às 19.00h, conferência/debate sobre a crise (económica, financeira, cultural, política...), com a participação de especialista a anunciar. III. de 25 a 30 de Abril: Festival dos Cravos de Abril, que incluirá um conjunto de iniciativas diversas tais como: conferências, visionamento de filmes, exposições, actividades com crianças e o habitual Arraial, no Largo do Carmo (programa completo a disponibilizar oportunamente). Nota: em caso de interesse em participar na actividade I., queira por favor manifestá-lo por email para: associabril@gmail.com.
Contra o Cerco de Gaza
Um rosto de Natal
Caiu sobre o país uma cortina de silêncio a voz distingue o homem mas há homens que não querem que os demais se elevem sobre os animais e o que aos outros falta têm eles a mais no dia de natal eu caminhava e vi que em certo rosto havia a paz que não havia era na multidão o rosto da justiça um rosto que chegava até junto de mim de nicarágua um rosto que me vinha de qualquer das indochinas num mundo onde o homem é um lobo para o homem e o brilho dos olhos o embacia a água Caminhava no dia de natal e entre muitos ombros eu pensava em quanto homem morreu por um deus que nasceu A minha oração fora a leitura do jornal e por ele soubera que o deus que cria consentia em seu dia o terramoto de manágua e que sobre os escombros inda havia as ornamentações da quadra de natal Olhava aquele rosto e nesse rosto via a gente do dinheiro que fugia em aviões fretados e os pés gretados de homens humilhados de pé sobre os seus pés se ainda tinham pés ao longo de desertos descampados Morrera nesse rosto toda uma cidade talvez pra que às mulheres de ministros e banqueiros se permita exercitar melhor a caridade A aparente paz que nesse rosto havia como que prometia a paz da indochina a paz na alma Eu caminhava e como que dizia àquele homem de guerra oculta pela calma: se cais pela justiça alguém pela justiça há-se erguer-se no sítio exacto onde caíste e há-de levar mais longe o incontido lume visível nesse teu olhar molhado e triste Não temas nem sequer o não poder falar porque fala por ti o teu olhar Olhei mais uma vez aquele rosto era natal é certo que o silêncio entristecia mas não fazia mal pensei pois me bastara olhar tal rosto para ver que alguém nascia Ruy Belo - Todos os Poemas II. Lisboa: Assírio Alvim, 2004, pág. 1776 e 177 .






